Prestes a ser formalmente demitido da Secretaria-Geral da Presidência, o ministro Gustavo Bebianno não esconde a decepção com o presidente Jair Bolsonaro – e também com si próprio. Em meio a acusações de desvios de verbas do Fundo Partidário do PSL por meio de candidaturas laranjas nas eleições 2018, Bebianno revelou a amigos que está “perplexo” com o tratamento recebido no governo e se diz arrependido até de ter apostado na campanha do capitão reformado.
O Governo Bolsonaro colocou em pauta a Reforma da Previdência, como havia prometido em sua campanha eleitoral. Embora a Reforma atinja um amplo setor da população brasileira, boa parte da juventude não está atenta ou não se interessa pelo assunto. Muitos se questionam o que têm a ver com a Previdência já que a aposentadoria está tão distante. Pode não parecer, mas a juventude tem tudo a ver com a Reforma da Previdência. É preciso lembrar que o jovem de hoje é o idoso de amanhã.
Por Luiza Bezerra*
Está na hora de falar português claro, com todas as letras: o capitão reformado Jair Messias Bolsonaro já provou, apenas 45 dias após a sua posse, que não tem a menor condição de governar o país por quatro anos. O batalhão de generais que ele levou para o governo já sabe disso.
Por Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho
Em meio a escândalos de corrupção, servilismo diplomático e descrições de brasileiros como canibais prestes a roubar os primeiros talheres de hotel que estiverem à mão, o desgoverno atual mostra ao menos um eixo claramente organizado de política social. No primeiro mês, tivemos a flexibilização da posse de armas e a descoberta da proximidade incestuosa entre o clã Bolsonaro e grupos de milícias, além do pacote de medidas do sr. Moro para a segurança pública.
Por Vladimir Safatle*
O aguardado anúncio da reforma da Previdência da gestão Bolsonaro virou tema secundário na base governista e na pauta do noticiário. Tudo por causa de uma nova ingerência dos filhos do presidente nos rumos e nas decisões do governo. Setores pró-Bolsonaro ou favoráveis às reformas liberais – como os militares e a grande mídia – deram uma espécie de ultimato ao presidente e cobraram, publicamente, o fim da “filhocracia”.
Por André Cintra
A crise envolvendo o ministro Gustavo Bebianno e o PSL, partido do presidente da República, é a segunda a subir a rampa do Palácio em menos de dois meses de mandato. A primeira, ainda pendente de explicações, é a de Flávio Bolsonaro, suas exóticas transações financeiras e relações com as milícias que atuam no Rio de Janeiro.
Por Orlando Silva*, no Jornal GGN
Em reunião realizada na sede do Dieese nesta quinta (14), as centrais sindicais (CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central, CGTB, CSB, Intersindical e CSP-Conlutas) debateram a mobilização para a Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora, convocada para o próximo dia 20, e acenaram com a organização de uma greve geral no país contra a proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro e em defesa das aposentadorias e da Previdência Pública.
Em apenas 45 dias sob o governo Jair Bolsonaro (PSL), o Itamaraty “antiglobalista” já é alvo de críticas generalizadas. Na opinião de Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo (FGV-SP), a crise é de tal precocidade e envergadura que parte da comunidade internacional começou a evitar o Ministério das Relações Exteriores e elegeu o vice-presidente, Hamilton Mourão, como interlocutor preferencial.
Ao assumir o Palácio do Planalto, em 1º de janeiro, Jair Bolsonaro (PSL) fez questão de citar “o grande desafio de enfrentar os efeitos (…) do desemprego recorde”. Ainda que de forma genérica, prometeu não apenas “bons empregos” – mas também “boas escolas, capazes de preparar (…) para o mercado de trabalho”.
Por André Cintra
No artigo “Quatro frases que aumentam o nariz do Pinóquio”, publicado em 2011, o jornalista e escritor uruguaio Eduardo Galeano (1940-2015) desmascarou as mentiras mais contadas por falsos “especialistas” em meio ambiente: 1) “Somos todos culpados pela ruína do planeta”; 2) “É verde aquilo que se pinta de verde”; 3) “Entre o capital e o trabalho, a ecologia é neutra”; e 4) “A natureza está fora de nós”.
Alguém disse – e foi o jornalista Apparício Torelly (1895-1971), o Barão de Itararé – que, “de onde menos se espera, daí é que não sai nada”. Esse irreverente adágio até poderia ilustrar as primeiras semanas do governo Jair Bolsonaro (PSL), já tão fartas de retrocessos. O problema é que, não bastasse o próprio presidente da República, há todo um ministério ávido a inverter a máxima do Barão e provar que o pior desse governo emergirá, muito provavelmente, das fontes mais óbvias.
Por André Cintra
O Hospital Albert Einstein informou que o presidente Jair Bolsonaro deixou nesta segunda-feira (11) a unidade de terapia semi-intensiva e foi transferido para um quarto. Com alta prevista para os próximos dias, após se recuperar de uma cirurgia para retirada da bolsa de colostomia, ele já definiu a prioridade número 1 de sua volta ao Palácio ao Planalto: finalizar o texto da reforma da Previdência que será apresentado ao Congresso.