“Na Guatemala, o terror se transformou num espetáculo: soldados, comissionados e patrulheiros civis estupravam as mulheres diante dos maridos e dos filhos. O zelo anticomunista e o ódio racista se disseminaram no desempenho da contrainsurgência. As matanças eram inconcebivelmente brutais. Os soldados matavam crianças, lançando-as contra rochas na presença dos pais (…)".
Por Leonardo Wexell Severo*, especial para o Vermelho
Rigoberta Menchú nasceu em Uspatán, Guatemala. Desde criança conheceu as injustiças e discriminações as quais os indígenas que vivem na extrema pobreza eram submetidos. Sua comunidade foi vítima de repressão por parte de proprietários de terras e o exército de seu país.
Por Sonia Santoro, no Página/12
Os presidentes do Uruguai, José Mujica; da Colômbia, Juan Manuel Santos, e da Guatemala, Otto Pérez Molina, vão se reunir na próxima semana, durante a 68ª Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, para discutir sobre a proposta de despenalizar a produção, distribuição e a venda de maconha.
“A experiência da Guatemala constitui um verdadeiro arsenal de exemplos de luta anti-imperialista para os nacionalistas de todo o mundo”. (Osny Duarte Pereira)
Um dos principais acionistas da United Fruit, John Foster Dulles era também – ou por isso mesmo – o secretário de Estado do governo norte-americano no início dos anos 1950 quando o presidente da Guatemala, Jacobo Árbenz, decidiu via reforma agrária levar a justiça ao campo e à cidade.
O número de crianças mortas por desnutrição aguda na Guatemala durante 2013 foi de 62, como
confirmou o chefe da Secretaria de Segurança Alimentária e Nutricional (Sesan), Luis Monterroso.
O presidente da Guatemala, Otto Pérez Molina, anunciou na terça-feira (20) que o Executivo estuda a criação de “uma instância que proteja o trabalho e a vida dos jornalistas”, depois do assassinato do profissional Carlos Orellana, no dia anterior, em Mazatenago, na costa sul do país. Esse já é o quarto caso registrado no país neste ano.
Milhares de indígenas (na Guatemala) tomaram, no dia 9 de agosto, cerca de dez estradas da nação para chamar a atenção sobre o que está acontecendo com suas comunidades, que sofrem com a exploração mineira, a militarização e a criminalização das lutas populares por pretender reivindicar seus direitos.
A Corte de Constitucionalidade da Guatemala, o equivalente à Suprema Corte, rejeitou o pedido de anistia feito pela defesa do ex-presidente José Efraín Ríos Montt (1982-1983), de 87 anos, acusado de genocídio e crimes contra a humanidade. A Justiça entendeu que os crimes envolvendo Ríos não podem ser objeto de perdão.
“Na Guatemala, é mais econômico matar do que negociar. Faz parte da estratégia neoliberal”, sustentaram em uníssono nesta quarta (7), dirigentes da CUSG (Confederação de Unidade Sindical da Guatelama), CGTG (Central Geral de Trabalhadores da Guatemala) e Unsitragua (União Sindical de Trabalhadores da Guatemala), as três sindicais guatemaltecas presentes ao encontro internacional promovido pela Confederação Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras das Américas (CSA) em San José, Costa Rica.
Em Puerto Quetzal, no litoral Pacífico, é latente o enfrentamento do movimento sindical da Guatemala contra o governo do presidente Otto Pérez Molina, reconhecido como “major Tito Arias”, ex-parceiro de armas do genocida Ríos Montt nos anos de 1980.
A cada dia nascem na Guatemala 1.200 crianças, das quais 1.067 sobreviverão. Pelos efeitos da desnutrição, 591 destas terão comprometida sua capacidade cognitiva e passarão fome no país exportador de alimentos.
Por Monica Fonseca Severo*, no ComunicaSul
A Guatemala registrou 412 mortes violentas de mulheres no primeiro semestre de 2013, o que significa um aumento de 25% desses casos em comparação com o mesmo período do ano passado, revelou pesquisa divulgada nesta quarta-feira (17).