Depois que o furacão Matthew passou pelo Haiti, boa parte do país ficou completamente devastada. Os habitantes das áreas afetadas dependem de ajuda humanitária para sobreviver. Mas em meio a este cenário, chegou uma nova vida. A equipe de médicos venezuelanos, enviados para ajudar as vítimas da catástrofe, atenderam uma mulher em trabalho de parto que deu à luz uma menina. Em homenagem, a nova mãe batizou a filha de “Venezuela”.
Mais de mil mortos, até esta segunda-feira (10): outra tragédia se abate sobre o Haiti, desta vez graças às intempéries do furacão Matthew. O mesmo que atravessou Cuba, as Bahamas e outras regiões do Caribe, também a Flórida e outras regiões do sul dos Estados Unidos, fazendo muitos estragos, mas com poucas vítimas fatais, sem a dimensão catastrófica do Haiti.
Por Flávio Aguiar
O furacão que atingiu o Haiti na última terça-feira (4) deixou em seu caminho cerca de novecentos mortos e milhares de casas destruídas. Obama, além de pedir aos estadunidenses cuidados diante de Matthew, aproveitou para conclamar ajuda a “um dos países mais pobres do mundo”. A União Europeia, por sua parte, informou que está destinando 255 mil euros numa “ação humanitária inicial”.
Por Maria do Carmo Luiz Caldas Leite*
Meio milhão de crianças vivem nas regiões haitianas de Grand Anse e Grand South, as mais devastadas pelo furacão Matthew, sem que esteja ainda claro quantos precisam ajuda urgente, advertiu, nesta sexta-feira (7), a ONU.
Os efeitos do Matthew não param e continuam aumentando em um dos países mais pobres do planeta, que já sofreu um terremoto devastador em 2010. O balanço, ainda provisório, de mortos na área sul do Haiti após a passagem do furacão continua subindo e passou, na quinta-feira, de 140 para 283, de acordo com relatórios recentes do Governo. Uma estimativa da agência Reuters eleva para 800, citando fontes de ajuda humanitária.
O cólera chegou à ilha caribenha em 2010, junto com as forças de paz que desembarcaram no país por causa do terremoto que destruiu a ilha. O mea culpa da ONU foi feito na última quinta-feira (18) após um relatório interno de um assessor de direitos humanos ter vazado, como informa o jornal espanhol El País.
O primeiro ministro do Haiti, Evans Paul, fez um chamado pela paz em seu país e convocou os manifestantes que atualmente protestam contra a instabilidade eleitoral a se somarem em um diálogo para conquistar um governo capaz de fazer uma transição pacífica.
Com o fim do mandato, o presidente do Haiti, Michel Martelly, deixou neste domingo (7) o cargo. Ele pediu unidade para o país ultrapassar as dificuldades provocadas por uma crise eleitoral que impossibilitou a eleição de um novo chefe de Estado.
A menos de 24 horas do fim do mandato do atual presidente Michel Martelly e sem um sucessor eleito para assumir o cargo, a missão especial da Organização dos Estados Americanos (OEA) para o Haiti anunciou neste sábado (6) um acordo para formação de um governo de transição no país.
O que deveria ser uma transição política comum, com a entrada de um presidente eleito, se tornou um embróglio de desfecho desconhecido. Após uma série de protestos da população, o segundo turno das eleições presidenciais foi adiado mais de uma vez. Os haitianos suspeitam de fraude no processo eleitoral para beneficiar o candidato do governo, Jovenel Moise.
O Haiti não é um país, é um pesadelo, é o caldeirão onde o diabo parece cozinhar todos os males da humanidade, como em quase todos os países do mundo, na primeira república negra o mal se alastrou de forma descontrolada.
Por Guadi Calvo*, especial para o Vermelho
O Ministério das Relações Exteriores informou nesta segunda (25) que o governo brasileiro acompanha “com atenção a evolução da situação política” no Haiti. O segundo turno das eleições presidenciais no país caribenho, previsto para ontem (24), foi adiado.