As dificuldades das forças "rebeldes" na Líbia apoiadas pelos imperialistas, apesar da sua enorme vantagem técnico-militar, deve-se a uma liderança traidora, ao seu papel de 'colonialistas internos' que invadem as comunidades locais e, acima de tudo, à destruição insensata de um sistema de bem-estar social que tem beneficiado milhões de líbios vulgares desde há duas gerações.
Por James Petras, no Global Research
Pelo menos 12 líbios amotinados contra o governo do país foram mortos nesta quinta-feira por bombardeios aéreos do Pacto Militar do Atlântico Norte (Otan) na cidade de Misrata, de acordo com fontes dos rebeldes, ao mesmo tempo que tem início a visita de uma missão da ONU para investigar supostos abusos contra civis.
Pode-se concordar ou não com as idéias políticas de Kadafi, mas ninguém tem direito de questionar a existência da Líbia como um Estado independente e membro das Nações Unidas.
O premiê russo Vladimir Putin criticou nesta terça-feira (26) os ataques cometidos pela aviação do Pacto Militar do Atlântico Norte (Otan) contra a residência do líder líbio, Muamar Kadafi.
A Otan intensificou, nesta terça (26), seus ataques aéreos contra a Líbia, encorajando avanços rebeldes no oeste, enquanto o governo de Muamar Kadafi faz gestões por um cessar-fogo com a insurgência, baseado em uma iniciativa africana.
A passagem não anunciada do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, pelo Egito poderia anunciar uma nova ofensiva militar norte-americana contra o governo da Líbia. A frase foi dita por um diplomata nesta segunda-feira (25) na cidade do Cairo.
Pelo menos 45 pessoas ficaram feridas durante um ataque aéreo das forças da Otan que destruiu o gabinete do presidente da Líbia, Muamar Kadafi, segundo informações oficiais. O escritório dele fica em um imóvel ao sudeste de Trípoli.
Os Estados Unidos vão começar a utilizar aviões não tripulados "Predator" em missões armadas na Líbia, com o objetivo de vencer a resistência do coronel Muamar Kadafi, informou o secretário da Defesa norte-americano, Robert Gates.
A Itália vai oferecer treinamento militar aos amotinados líbios, segundo informou nesta quinta-feira (21) o ministro da Defesa Ignazio La Russa. De acordo com ele, "a decisão foi tomada após uma conversa" entre o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, e o inglês David Cameron.
O governo da Rússia advertiu nesta quinta-feira (21) que a decisão das autoridades da França, da Itália e do Reino Unido de enviar à Líbia militares como apoio à oposição ao presidente líbio, Muamar Kadafi, é uma ameaça que pode ter consequências imprevisíveis. O alerta é do ministro das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, que disse que a operação terrestre é um ato “arriscado e de consequências imprevisíveis”.
Quatro pessoas foram mortas durante um ataque do Pacto Militar do Atlântico Norte (Otan) em “alvos civis e militares” a sudoeste da capital da Líbia, Trípoli, na quarta-feira, informou a emissora de televisão líbia al-Jamahiriya.
O ataque euro-americano à Líbia não tem nada a ver com a proteção de ninguém; só os irremediavelmente ingênuos acreditam nesse disparate. É a reação do Ocidente aos motins populares em regiões estratégicas, ricas em recursos e o início de atividades hostis contra o novo rival imperialista, a China.
Por John Pilger