O primeiro rastro da Operação Condor. O homem de confiança de Henry Kissinger no Brasil durante os anos da coordenação repressiva sul-americana era o chanceler Francisco Azeredo da Silveira (1974-1979), cargo ao qual ascendeu após ser embaixador na Argentina, onde supervisionou o sequestro e a tortura do coronel democrático Jefferson Cardim Osório, perpetrado no dia 11 de dezembro de 1970.
Por Darío Pignotti, no Página/12
As Avós da Praça de Maio, movimento que busca identificar crianças desaparecidas durante a ditadura militar argentina (1976-1983), divulgaram na última quarta-feira (07) detalhes da identificação do neto recuperado número 109. Pablo Germán Athanasiu Laschan, de 37 anos, estava em contato com a organização desde abril de 2013 e há cerca de um mês decidiu fazer o exame de DNA que confirmou que era filho de desaparecidos.
No dia 27 de junho de 1973, o então presidente uruguaio Juan María Bordaberry, aliado aos setores militares, chegou ao apogeu do autoritarismo que marcou os anos anteriores de seu governo através de um golpe de Estado.
Por Caroline Bauer, na Carta Maior
A Procuradoria de Roma pediu o julgamento de 35 membros das juntas militares e dos serviços de segurança da Bolívia, Chile, Peru e Uruguai durante os anos 1970 e 1980, pela morte de 20 cidadãos de origem italiana, confirmaram nesta terça-feira (18) à Agência Efe fontes do judiciário.
O ex-diretor da Dina, organismo de inteligência política da ditadura chilena, Manuel Contreras, foi processado pelo sequestro e desaparecimento de um membro do Movimento da Esquerda Revolucionária (MIR, por sua sigla em espanhol), informaram fontes judiciais, nesta quarta-feira (12).
Faltam informações consistentes, até o momento, para responder de forma categórica a pergunta que dá título a esta matéria. Há, isso sim, indícios sobre a suposta participação de um agente da CIA, acusado dos atentados mais impactantes executados pela Operação Condor, no envenenamento que teria matado o poete Pablo Neruda doze dias depois do golpe de Estado de Augusto Pinochet, no Chile.
Por Dario Pignotti*, na Carta Maior
O Seminário Internacional Documentar a Ditadura: Arquivos da Repressão e da Resistência, que começou nesta terça (4) no Arquivo Nacional, discute a importância da documentação na recuperação de fatos históricos e possibilita a troca de experiências com outros países que também passaram por períodos ditatoriais.
Jorge Videla cumpriu o papel que dele se esperava na Operação Condor, o pacto terrorista que há 27 anos ocupou um capítulo importante na agenda argentina com o Brasil. O ditador Ernesto Geisel recebeu de bom grado a “nova” política externa do processo de reorganização nacional (e internacional), tal como se lê nos documentos, em sua maioria secretos até hoje, obtidos pela Carta Maior.
Documentos secretos do gabinete dos ex-ministros das Relações Exteriores revelam que a ditadura brasileira (1964-1985) deu uma ajuda financeira de US$ 115 milhões à ditadura chilena do general Augusto Pinochet, que assumiu o poder após golpe de Estado no Chile, em 1973. O dinheiro foi enviado em três parcelas para aquisição de equipamentos militares.
Os ditadores argentinos Jorge Rafael Videla e Reynaldo Benito Bignone voltarão ao banco dos réus nesta terça-feira (5) em Buenos Aires, acompanhados de outros 23 repressores, para responder especificamente pelo desaparecimento de 106 pessoas perseguidas pela Operação Condor dentro e fora do país. De acordo com o diário Página 12, a maioria das vítimas desse caso é uruguaia, mas também há argentinos, paraguaios, chilenos e um peruano. Três deles desapareceram no Brasil.
O ex-ditador argentino Jorge Videla e outros líderes do regime militar (1976-1983) serão julgados, a partir da próxima terça-feira 5, por sua participação no “Plano Condor”, que coordenou a repressão das ditaduras sul-americanas nos anos 1970 e 80.
A Comissão Nacional da Verdade investiga a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek e de seu motorista Geraldo Ribeiro, em 22 de agosto de 1976. As investigações tiveram início a partir de relatório entregue à comissão pela Comissão de Direitos Humanos da OAB-MG (Ordem dos Advogados do Brasil – Minas Gerais).