O Egito desmentiu as informações divulgadas pela imprensa internacional segundo as quais os Governos egípcio e israelita teriam entrado em acordo com relação à modificação do tratado de paz de Camp David de 1979.
O Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou nesta terça-feira (23) o projeto de declaração apresentado pela União Europeia (UE), com o apoio dos Estados Unidos, para condenar a Síria pelo uso da violência durante manifestações.
Passados seis meses da derrubada das ditaduras Ben Ali e Mubarak na Tunísia e no Egito, que balanço podemos fazer dos episódios considerados por parte da esquerda – aquela já habituada a ver crises revolucionárias onde existem limitadas crises sociais – importantes processos de revoluções democráticas?
Por Milton Temer e Juliano Medeiros*
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu hoje (18) pela primeira vez, de forma clara e direta, a renúncia do presidente sírio, Bashar Al Assad, do poder. Antes, somente a secretária de Estado, Hillary Clinton, havia feito declarações nesse sentido.
Desde a deposição do presidente da Tunísia Zinelabidine Bin Ali, em janeiro passado, no primeiro movimento do que viria a ser conhecido como “Primavera Árabe”, o mundo árabe acompanha uma sequência de levantes e revoltas contra ditadores e tem produzido avaliações nem sempre concordantes do próprio contexto político. Mas há uma unanimidade: a atuação da OTAN denigre ideais humanitários e de liberdade
A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, pediu nesta quinta-feira (11) à comunidade internacional que se una em favor da adoção de mais às sanções à Síria. O governo brasileiro, porém, é contrário. Para o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, o ideal é buscar uma solução negociada e pacífica, sem imposição de restrições.
O subsecretário para Oriente Médio do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Paulo Cordeiro, está em Damasco, na Síria, para participar na quarta-feira (10) de uma reunião com autoridades ligadas ao presidente sírio, Bashar Al Assad, e representantes da missão do Ibas (grupo que inclui Brasil, Índia e África do Sul).
Israel aumenta a tensão no Oriente Médio, após descobertas de gás natural no mar Mediterrâneo. Os recursos encontrados superam todas as reservas do Reino Unido. O Líbano pretende criar licitação para exploração do gás afirmando estar em seu território. Israel mantêm disputa territorial com o Líbano, Palestina e a Síria, a comunidade mundial pede o fim do bloqueio à Faixa Gaza e criação do Estado da Palestina Já!
O Irã acusou os países imperialistas ocidentais aliados do regime sionista israelense de interferência nos assuntos internos sírios, depois que esses países acusaram o governo iraniano de ajudar o governo da Síria a “esmagar manifestantes”.
O governo francês, que sob a liderança do autoritário presidente Nicolas Sarkozy tem revelado cada vez mais seu caráter imperialista e agressivo, está fazendo pressões diplomáticas sobre o Brasil para que apoie o projeto de uma resolução europeia de condenação à Síria.
A questão fundamental para a solução do conflito entre palestinos e israelenses é reconhecer que os países-membros da ONU possuem direitos e deveres que regulam a convivência civilizada entre nações, Estados, governos e povos. Israel, dentre diversas resoluções do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral, acatou, até hoje, uma só resolução: a que aceitou Israel como membro da ONU!
Por Emir Mourad, na Folha de S.Paulo
O Brasil se pronuncia contrário a uma resolução proposta por países imperialistas, com finalidades de intervenção na Síria. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse nesta quinta (9), em Nova York, que uma resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o governo da Síria poderá aumentar ainda mais a tensão no Oriente Médio.