Uma década após a Petrobrás ter descoberto a maior reserva de petróleo da atualidade, as multinacionais comemoram o bilhete premiado que estão prestes a ganhar do governo golpista. Na sexta-feira, 27, serão realizados dois leilões simultâneos do pré-sal, para entrega de oito grandes áreas exploratórias, que contêm pelo menos 12 bilhões de barris de petróleo de altíssima qualidade, que custará às multinacionais R$ 0,01 o litro.
Diferentemente do que nossas retrógradas elites desnacionalizadas diziam sobre a área do Pré-Sal, após 11 anos de sua descoberta, a sua exploração compete com os gigantes petrolíferos localizados no Oriente Médio, conforme noticiou a manchete do jornal Estadão de 21 de outubro de 2017.
Por Manoel Dias*
A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional lançou, nesta quarta-feira (25), o "Manifesto contra a entrega do petróleo". O documento afirma que os blocos de pré-sal que serão licitados na próxima sexta-feira (27), são vendidos a "preço vil", "sem o consenso da sociedade" e "por um governo arrivista". Trata-se de um "golpe contra nossa riqueza principal", alerta o texto, que convoca a população a uma nova campanha do petróleo.
Um estudo técnico da consultoria legislativa da Câmara mostra que as condições em que serão realizadas, nesta sexta-feira (27), as duas rodadas de licitações de áreas do pré-sal são desfavoráveis para o governo brasileiro. Na ânsia de entregar o patrimônio público sob o argumento do equilíbrio fiscal, a configuração atual dos leilões “interessa aos contratados, mas pode não trazer benefícios relevantes para a economia brasileira”, diz o texto.
Entenda por que o regime de partilha é mais benéfico do que o modelo de concessões adotado após o impeachment de Dilma Rousseff.
Por Rodrigo Pimentel Ferreira Leão*
Do roubo de um contêiner da Petrobras às promessas de José Serra à Chevron, sinais dos interesses estrangeiros nas reservas de petróleo do Brasil.
Por William Nozaki*
Este artigo, o primeiro de uma série de textos sobre a maior descoberta do setor nos últimos 50 anos, reconstitui o esforço inigualável da Petrobras.
Por Eduardo Costa Pinto*
Qual a relação entre o desmonte do setor de petróleo e gás no Rio de Janeiro, a falência financeira do estado e o avanço da Operação Lava Jato?
Por Maurício Thuswohl, para a RBA
Em 2007 a Petrobras descobre campos enormes de petróleo em águas ultra-profundas do nosso litoral. Uma reserva de mais de 80 bilhões de barris de petróleo. Um ano depois, em janeiro de 2008 foram roubados 4 laptops e 2 HDS com informações sigilosas da bacia de Santos. Dados de 30 anos de pesquisas da Petrobras no valor estimado de 2 bilhões de dólares.
Por Florestan Fernandes jr.
Dez meses após o presidente da Petrobras, Pedro Parente, dizer que a estatal foi vítima de um "endeusamento do pré-sal", o Brasil se consolida como o décimo maior produtor de petróleo do mundo e o maior da América Latina.
O governo de Michel Temer prepara uma nova licitação para ofertar três novas áreas do pré-sal em novembro, na 3ª rodada de partilha. De acordo com o jornal Valor Econômico, João Vicente Vieira, diretor do Departamento de Exploração e Produção de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, disse que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) elaborou uma lista com sugestões de áreas para as próximas rodadas, que deverão ocorrer entre 2017 e 2019.
O governo de Michel Temer pretende acelerar a entrega do pré-sal brasileiro a grande petroleiras estranheiras. Um dos principais objetivos do golpe parlamentar que retirou a presidente Dilma Rousseff, as áreas exploratórias do pré-sal serão objeto de um "megaleilão" neste ano.