O Pré-sal conforme é do conhecimento de todos, significa mais que a consolidação e expressão nacional da indústria do petróleo, significa a demonstração de maneira concreta dos avanços da tecnologia nacional como também da consolidação do caminho da soberania energética e social brasileira.
Por Ivis Corsino*
A imprensa francesa analisa nesta sexta-feira (23) a aquisição de dois campos de petróleo do pré-sal pela francesa Total. O jornal Les Echos informa que o grupo petrolífero francês vai desembolsar US$ 2,2 bilhões para comprar ativos no Brasil "em uma área cobiçada do pré-sal" no litoral de São Paulo.
O anúncio feito pela Petrobras nesta quarta-feira (21) faz subir para US$ 13 bilhões a arrecadação da empresa com a venda de ativos. Desta vez, a empresa vendeu para a francesa Total a participação em áreas do Pré-sal, incluindo áreas promissoras. O valor da operação “entreguista” foi de US$2,2 bilhões, valor que o campo da Lapa (Bacia de Santos) poderia produzir em um ano
Presidente da Federação Brasileira de Geólogos acusa governo federal de avançar para a desnacionalização da mais importante riqueza natural do Brasil.
Mais uma parcela da conta do golpe parlamentar de 31 de agosto foi liquidada pelo ilegítimo ocupante da presidência da República, Michel Temer, nesta terça-feira (29).
Por José Carlos Ruy
Após a conclusão, pela Câmara dos Deputados, da votação do projeto de Lei 4567/16, que aprovou ontem (9) definitivamente as mudanças na Lei de Partilha, o Brasil sofrerá prejuízos praticamente incalculáveis. Tanto em estimativas numéricas, relativas a prejuízos financeiros e econômicos, como em avaliações menos objetivas, já que a recusa do país em destinar recursos do pré-sal a saúde e educação vai deixar um rastro de destruição impossível de medir.
Por Eduardo Maretti
A decisão do Congresso de retirar da Petrobras a condição de única operadora na exploração do pré-sal terá consequências desastrosas para o Brasil. Com a aprovação do projeto de lei 4.567, do senador José Serra (PSDB-SP), as multinacionais poderão explorar nossa maior riqueza sem controle, o que colocará em risco a autonomia energética do país e derrubará as receitas com a exploração.
Por Carlos Zarattini*
A base do governo golpista de Michel Temer rejeitou, nesta segunda-feira (24), no plenário da Câmara, os destaques apresentados para tentar modificar o projeto de lei que retira da Petrobras a condição de operadora única do pré-sal. A oposição obstruiu os trabalhos por ser contra o projeto, que fere a soberania nacional ao entregar riquezas brasileiras ao capital estrangeiro. A Câmara ainda precisa votar outra emenda de autoria do PT para concluir a votação do projeto.
O petroleiro e diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Divanilton Pereira, analisou para o Portal Vermelho os impactos da aprovação do Projeto de Lei (PL) 4567/16, do atual ministro e ex-senador José Serra, que retirou da Petrobras a exclusividade na operação do Pré-Sal. Na opinião do dirigente, o objetivo dos ataques é privatizar a Petrobras e interromper o papel da empresa como indutora do desenvolvimento do Brasil.
A onda de golpes que ocorre na América do Sul e as tentativas de desestabilizar os governos de esquerda no continente, democraticamente eleitos, devem ser compreendidos não de forma isolada, mas, sim, dentro de uma percepção mais ampla dos interesses econômicos internacionais sobre a região.
Por Paulo Pimenta*
“Acabar com o regime de partilha significa acabar com o conteúdo nacional. Foi esse sistema que ajudou a construir toda a cadeia industrial brasileira. Isso faz parte de uma disputa de mercado”, falou o coordenador-geral dos petroleiros do Rio Grande do Norte, José Araujo. A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (5) o Projeto de Lei 4.567/2016, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), que retira a obrigatoriedade da participação da Petrobras na exploração do petróleo do pré-sal.
Para a Federação Única dos Petroleiros, a aprovação do projeto que retira a obrigatoriedade da Petrobras na operação das áreas do pré-sal coloca em risco a soberania do país e significará o desmonte da política de conteúdo nacional, que tem gerado empregos e riquezas. A entidade classifica a decisão como um "crime de lesa-pátria" e primeiro passo para o fim do regime de partilha. "O legado do pré-sal – saúde, educação, tecnologia, emprego, renda, desenvolvimento – está totalmente comprometido".