Os leilões das 2ª e 3ª rodadas do pré-sal, realizados nesta sexta (27), arrecadaram menos que o esperado. A expectativa do governo era obter R$7,75 bilhões na assinatura dos contratos, mas o valor ficou em R$ 6,15 bilhões. Das oito áreas ofertadas para exploração e produção de petróleo e gás, duas não tiveram interessados. A Federação Única dos Petroleiros apontou crime de lesa-pátria. Já a Associação dos Engenheiros da Petrobras avaliou que os certames lançam o país em novo ciclo colonial.
"Mais uma etapa de uma agenda que desnacionaliza a economia brasileira, desmantela a cadeia produtiva envolvida e, sobretudo afeta brutalmente o financiamento da educação e a saúde. Só uma circunstância de um golpe possibilita tamanho ataque à soberania nacional", afirmou o petroleiro Divanilton Pereira, dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).
O deputado Chico Lopes (PCdoB-CE) alerta para as consequências da entrega do pré-sal brasileiro ao grande capital estrangeiro, concretizada nesta sexta-feira (27), em leilão realizado após decisão judicial de última hora permitir a venda de campos petrolíferos a empresas multinacionais.
Por Dalwton Moura
Para denunciar a entrega do pré-sal, a Federação Única dos Petroleiros e sindicatos filiados realizaram uma série de atos e manifestações nesta sexta-feira (27), no Rio de Janeiro.
O Brasil abrirá mão de enormes recursos e de parte importante da renda petrolífera, que poderiam ser destinados para o desenvolvimento do país.
Por Cloviomar Cararine*
A defesa do senador Roberto Requião (PMDB-PR) denuncia que a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região que cassou a liminar concedida por um juiz de Manaus, que suspendia o leilão do pré-sal realizado pelo governo federal nesta sexta-feira (27), não está protocolada.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região cassou a liminar que suspendia os leilões do pré-sal marcados para esta sexta-feira (27). Com a decisão, o governo de Michel Temer dá início à entrega de uma das maiores reservas de petróleo do mundo.
Neste dia 27 de outubro de 2017 está marcada a realização dos primeiros leilões das áreas do pré-sal para empresas estrangeiras, aplicando-se as novas regras da Lei nº 13.365, de 29 de novembro de 2016. De acordo com esta lei, proposta pelo Senador José Serra e aprovada após o golpe parlamentar do impeachment, a Petrobrás deixa de ser a operadora única da exploração das jazidas petrolíferas do pré-sal, podendo exercer uma espécie de direito de preferência.
Por Gilberto Bercovici*
Em decisão liminar, a Justiça Federal do Amazonas suspendeu a realização dos dois leilões do pré-sal para a exploração nas bacias de Santos e de Campos marcados para a manhã desta sexta-feira (27).
Uma liminar concedida na noite desta quinta-feira (26), pelo juiz da 3º Vara Civel da Justiça Federal do Amazonas, suspende as duas rodadas de licitações do pré-sal desta sexta-feira, onde o governo Temer pretendia doar às multinacionais oito áreas exploratórias, com pelo menos 12 bilhões de barris de petróleo. A liminar foi obtida em resposta a uma das várias Ações Civis Públicas que a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos ingressaram para barrar a entrega do pré-sal.
O governo Temer realizará nesta sexta-feira (27) o leilão do Pré-Sal com bilhões de barris oferecidos às multinacionais petrolíferas a preço vil. Articulado a isso, lançou a medida provisória 795, que isenta do pagamento de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro a exploração de petróleo pelas empresas estrangeiras.
Durante ato com estudantes no campo de Salinas do Instituto Federal do Vale do Jequitinhonha, no Norte de Minas, nesta quinta-feira (26), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou as pretensões do governo Temer de entrega do patrimônio nacional, principalmente do pré-sal, para favorecer os cartéis internacionais.