Ontem, 4 de outubro, o Congresso Nacional deveria ter colocado em votação o PL 4567/16, que desobriga a participação da Petrobras em todos os consórcios de exploração dos campos de pré-sal. A votação continua ainda para esta semana. Mas é preciso observar e resistir a esta medida que afetará diretamente a saúde e a educação. Movimentos sociais e lideranças de esquerda já estão se reunindo para ações efetivas contra esta medida.
O dia 5 de outubro trouxe uma triste e preocupante notícia para nós, brasileiros, sobretudo para quem atua na educação pública.
*Por Maria Izabel Azevedo Noronha (Bebel), em seu Blog
Em discurso proferido no 17º Congresso Internacional da Federação Sindical Mundial (FSM), o presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)B, Adilson Araújo, denunciou que a entrega do pré-sal, por parte do governo ilegítimo de Michel Temer, atende aos interesses das nações imperialistas. Nesta quarta-feira (5) o plenário da Câmara dos Deputados aprovou por 292 contra 101 o Projeto de Lei 4567/16, que retira da Petrobras a prerrogativa de exploração na camada pré-sal.
“Os golpistas acabam de saciar o apetite das multinacionais do petróleo, acalentando o sonho neoliberal de FHC, ACM e Serra. Para quem duvidou, esta é a cara do golpe. Finalizar o trabalho sujo contra os direitos do povo e contra a soberania nacional”, afirmou a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), no Plenário da Câmara, na noite desta quarta-feira (5).
Base governista entrega reservas do pré-Sal para o capital estrangeiro. A Bancada Comunista denunciou a manobra que pretende a privatização da Petrobras.
Por Iberê Lopes, do PCdoB na Câmara
O presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, denunciou o golpe contra o pré-sal brasileiro, na manhã desta quarta-feira (5), na abertura do 17º Congresso da Federação Sindical Mundial (FSM) que ocorre até o próximo sábado (8) em Durban na África do Sul.
A Câmara rejeitou, na tarde desta quarta-feira (5), requerimento do PDT que pedia o adiamento por duas sessões a votação do Projeto de Lei que tira da Petrobras a condições de operadora de pelos menos 30% de todos os blocos de exploração do pré-sal. A líder da Minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ-foto), reafirmou que irá continuar obstruindo o processo de votação do projeto para tentar impedir a aprovação do projeto.
A Câmara dos Deputados retoma nesta terça-feira (4) a análise do projeto de lei que acaba com a obrigatoriedade de a Petrobras ser a operadora de pelo menos 30% de todos os blocos de exploração do pré-sal. Os deputados começaram a discutir o tema na noite desta segunda-feira (3) com fortes ataques da oposição ao projeto, que representa o fim da soberania nacional e a entrega do patrimônio brasileiro às multinacionais.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) realiza nesta segunda-feira (3), às 17 horas, na Câmara dos Deputados, um ato público em repúdio ao projeto de lei que retira da Petrobras o direito de participação mínima em 30% das jazidas do pré-sal e acaba com a posição privilegiada da estatal como operadora única dos campos de petróleo.
O presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse que houve um "endeusamento" da camada do pré-sal que acabou gerando uma expectativa exageradamente otimista em relação à exploração de petróleo em águas profundas. "Houve um certo endeusamento do pré-sal, quando temos em outras áreas da empresa campos excelentes, como na Bacia de Campos", afirmou.
O vice-líder da Minoria na Câmara, deputado Carlos Zarattini (PT-SP) disse estranhar algumas declarações do presidente da Petrobras, Pedro Parente. Segundo Zarattini, ao mesmo tempo em que Parente reconhece a capacidade de produção das jazidas do pré-sal, também defende o fim da exclusividade da Petrobras na exploração de seus campos petrolíferos.
"Vergonha nacional", foi como resumiu Divanilton Pereira, secretário de Relações Internacionais da CTB, ao comentar o encontro do presidente da Shell, Ben van Beurden, com o presidente sem voto, Michel Temer, ocorrida nesta terça-feira (27). Na pauta, o interesse da Shell em ampliar "parceria" com a Petrobras. Para o dirigente, não é coincidência a definição da votação do PL do Pré-Sal para início de outubro e a visita do executivo da Shell.