Depois de 14 horas de ocupação, os militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que ocuparam o Ministério da Fazenda na madrugada desta segunda-feira (3), deixaram o prédio por volta das 19h30, mas estão acampados no estacionamento do edifício, na Esplanada dos Ministérios.
Na madrugada desta segunda-feira (3), cerca de 2.000 mil trabalhadores sem terra ocuparam o Ministério da Fazenda contra o ajuste fiscal do governo no orçamento da reforma agrária, em Brasília. Eles pedem urgência no assentamento de milhares de famílias e a saída do ministro Joaquim Levy.
A construção da Reforma Agrária Popular está entre os principais pontos defendidos por educadores e educadoras do campo do Rio Grande do Sul, no primeiro dia do Encontro Estadual de Educadores da Reforma Agrária, promovido pelo MST.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, recebeu nesta segunda-feira (20) dirigentes do Movimento dos Trabalhadores Camponeses (MTC). O grupo presenteou o ministro com um anel feito de semente de tucum, uma palmeira nativa da Amazônia, para reafirmar a união entre as partes. O anel é o símbolo do compromisso com os pobres e identidade do MTC. Segundo a assessoria do ministério, Patrus usa o adorno há anos.
Dirigentes da Contag se reuniram na tarde da última quinta-feira (16) com a presidenta do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Maria Lúcia Falcón, para cobrar o desenvolvimento das pautas demandadas no 21º Grito da Terra Brasil.
Na madrugada da última segunda-feira (6), 11 pistoleiros fortemente armados invadiram o acampamento da fazenda Conjunto São Manoel, em Uruçuca, na Bahia, e espancaram 38 famílias Sem Terra, utilizando-se chicotes. Entre as vítimas, havia uma criança de três anos. As famílias foram despejadas e ameaçadas de morte pelos pistoleiros.
Cerca de 200 famílias Sem Terra ocuparam neste domingo (5) uma área com 420 alqueires de terras improdutivas no município de Tumiritinha, divisa com a cidade de Governador Valadares, em Minas Gerais.
Diversos trabalhadores rurais realizaram, na manhã desta quarta-feira (1), um ato unificado exigindo a desapropriação das áreas da massa falida do Grupo João Lyra, em Alagoas.
"Ao promovermos essa regularização fundiária da Amazônia nós estamos buscando uma situação de equilíbrio. De um lado, a questão ambiental, do outro, o fortalecimento da agricultura familiar", explicou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, em coletiva à imprensa.
A Bahia contará com dois novos assentamentos da reforma agrária. As áreas vão beneficiar, pelo menos, 36 famílias de trabalhadores rurais. As portarias de criação dos projetos, que somam 816,7 hectares, foram publicadas pelo Instituto Nacional de Reforma Agrária (Incra) no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (29).
O governo federal destinou nesta quarta-feira (24) 12,7 milhões de hectares de terras da União na Amazônia Legal para regularização fundiária, reforma agrária, criação de unidades de conservação e de uma reserva indígena. A área corresponde a quase três estados do Rio de Janeiro e está distribuída na região que engloba nove estados que fazem parte da Bacia Amazônica (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins).
A partir de agora, milhares de crianças da rede municipal de ensino da cidade de São Paulo passarão a comer feijão e farinha de mandioca produzida pelas famílias assentadas da Reforma Agrária. Isso porque cooperativas ligadas ao MST fecharam um contrato com a prefeitura de São Paulo para a venda de 650 toneladas de feijão e 72 toneladas de farinha de mandioca pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).