O Vermelho busca instigar o debate a respeito da questão fundiária no Brasil, assim como denunciar a criminalização dos movimentos sociais. A mais recente matéria sobre o tema, Via Campesina e Contag denunciam documento da CNA aos candidatos, foi reproduzida, entre outros, na página oficial do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Investindo neste esforço, reproduzimos entrevista realizada pela Carta Capital com o professor mexicano Miguel Carter, estudioso da questão.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (2ª Instância) suspendeu a liminar de reintegração de posse concedida no último dia13 à suposta proprietária do terreno ocupado pela “Comunidade Dandara” há quase um ano, a Construtora Modelo. Com a liminar derrubada, o terreno deve permanecer sob posse dos acampados nos próximos três meses, quando um colegiado de desembargadores do Tribunal vai julgar o mérito dessa decisão.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), presidida pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO), famosa por seus ataques ao MST, aprovou uma carta ser entregue aos candidatos à presidência da república, fruto do seminário “O que esperamos do próximo presidente”, realizado pela entidade em 24 e 25 de março, em São Paulo. Representantes da Via Campesina e da Contag avaliam que o documento reivindica ainda mais concentração de terras no país e promove criminalização dos movimentos sociais.
O professor Miguel Carter é organizador do livro ‘Combatendo a Desigualdade Social – O MST e a Reforma Agrária no Brasil.’. Esta semana, ele conversou com o jornalista Paulo Henrique Amorim, por telefone. Na entrevista, Carter fornece dados interessantes que mostram como se estabelece o preconceito de classe contra os sem-terra no Brasil e tabém revela números que mostram que entidades ligadas ao latifúndio, como o CNA de Kátia Abreu, recebe até 25 vezes mais dinheiro público do que o MST.
A Fundação Editora Unesp e o Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade de Brasília (UnB) promovem, nesta quinta-feira (25), mesa-redonda para debate e lançamento do livro Combatendo a desigualdade social: o MST e a reforma agrária no Brasil.
O Partido Comunista ocupa o primeiro escalão do Governo do Estado na Secretaria de Assuntos Fundiários e Apoio a Reforma Agrária – SEARA, atuando de forma consistente na área fundiária, principalmente quanto às ações de apoio à reforma agrária e de regularização de posses da agricultura familiar.
O presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart, afirmou na sexta-feira (19) que o órgão vai continuar promovendo audiências prévias para mediar conflitos agrários ainda que o item fique fora do novo Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3).
Estreou nesta quinta-feira, dia18, o blog da rede de comunicadores em apoio à reforma agrária e contra a criminalização dos movimentos sociais.
O Supremo Tribunal Federal (STF) negou Mandado de Segurança ao banqueiro Tasso Assunção Costa que questionava ato do presidente Lula e pedia a anulação do decreto presidencial que declarou ser de interesse social, para fins de reforma agrária, a Fazenda Velha-Cerradão, de propriedade dele, localizada no município de Bambuí (MG).
A Secretaria de Direito Econômico (SDE) vai apurar as denúncias feitas pelo ex-empresário do setor de suco de laranja Dino Tofini, que revelou nesta semana como funcionava o cartel da indústria criado pela Cutrale .
Criar mecanismos para furar o bloqueio que a grande mídia impõe aos assuntos que envolvem as lutas dos movimentos sociais é o objetivo da criação da Rede de Comunicadores em Defesa da Reforma Agrária e contra a criminalização dos movimentos sociais.
Por Renata Mielli, no blog Janela sobre a Palavra
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) assentou 580 mil famílias em 47 milhões de hectares de terra de 2003 a 2009. Foram construídas e recuperadas 382 mil casas. Por meio do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), mais de 353 mil assentados tiveram acesso à escola.