A revista Exame, que tem como público alvo a cloaca empresarial nativa, publicou nesta sexta-feira (22) um texto emblemático de um legítimo representante do chamado “deus-mercado”. Sérgio Vale, mestre em economia pela USP e pela Universidade de Wisconsin, é economista-chefe da consultoria MB Associados – um antro dos abutres financeiros.
Por Altamiro Borges*, em seu blog
Após “balões de ensaio” e “textos vazados”, a PEC 006/2019 finalmente apresenta a pretensão do atual governo: extinguir o Seguro Social brasileiro, surgido desde a Lei Elói Chaves, em 1923, tendo consolidada a construção de um grande Regime Geral com a Lei Orgânica da Previdência Social (LOPS), em 1960, e integrando a moderna e híbrida Seguridade Social brasileira, garantida pela Constituição Cidadã de 1988.
Em reportagem divulgada neste sábado (23), a Folha de S. Paulo ouviu especialistas sobre a proteção aos direitos das gestantes na reforma da Previdência proposta pelo governo Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional. Na PEC (Proposta de Emenda à Constituição), o trecho é modificado e garante apenas o salário-maternidade como um dos direitos previdenciários.
Há pouco mais de um mês o governo Bolsonaro apresentou ao Congresso Nacional a proposta que altera na Constituição as regras de aposentadoria para o povo brasileiro. Para o deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE) a proposta elaborada pelo ministroda Economia Paulo Guedes “chega a ser uma perversidade” e terá dificuldades para ser aprovada no Congresso Nacional. Ele acha que os parlamentares têm receio de não ser reeleitos depois de votarem num projeto que retira direitos.
Respeito e dignidade. Esses foram os mantras usados pelo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região (RS), Assis Melo, para se dirigir aos trabalhadores e trabalhadoras no dia nacional de luta contra a Reforma da Previdência e em defesa da aposentadoria. Os dirigentes promoveram assembleias em frente à Fras-le e à Marcopolo de Ana Rech nesta sexta-feira (22), paralisando por algumas horas as atividades de centenas de trabalhadores.
O protesto teve início às 9h na Praça da Imprensa e encerrou por volta das 12h30 na Praça Portugal.
Em várias cidades do Brasil, manifestações, panfletagens, atos e assembleias foram realizadas desde as primeiras horas desta sexta-feira (22), no dia nacional de Luta em Defesa da Previdência Pública. As centrais sindicais e as Frentes de entidades do movimento social organizam atos de resistência contra a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo Bolsonaro ao Congresso Nacional como PEC 6/2019.
A Frente Brasil Popular (FBP) e as centrais sindicais unificadas na Bahia organizaram, em Salvador, um ato contra a proposta de reforma da Previdência do governo de Bolsonaro, na manhã desta sexta-feira (22/03). A atividade faz parte do Dia Nacional de Lutas Contra a Reforma, e aconteceu na região da Rótula do Abacaxi, de onde a manifestação partiu, com destino ao Iguatemi, uma das principais e mais movimentadas áreas da capital.
A Frente Brasil Popular (FBP) e as centrais sindicais unificadas na Bahia organizaram, em Salvador, um ato contra a proposta de reforma da Previdência do governo de Bolsonaro, na manhã desta sexta-feira (22). A atividade faz parte do Dia Nacional de Lutas Contra a Reforma, e aconteceu na região da Rótula do Abacaxi, de onde a manifestação partiu, com destino ao Iguatemi, uma das principais e mais movimentadas áreas da capital.
Intitulado “Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência Social”, a mobilização aconteceu em diversas cidades do Brasil
Após “balões de ensaio” e “textos vazados”, a PEC 006/2019 finalmente apresenta a pretensão do atual governo: extinguir o Seguro Social brasileiro, surgido desde a Lei Elói Chaves, em 1923, tendo consolidada a construção de um grande Regime Geral com a Lei Orgânica da Previdência Social (LOPS), em 1960, e integrando a moderna e híbrida Seguridade Social brasileira, garantida pela Constituição Cidadã de 1988.
Por Sergio Pardal Freudenthal*
Paulo Kliass comenta os argumentos do governo para justificar a reforma da previdência e esclarece a falácia dessas justificativas. Kliass ressalta que as mudanças no mercado de trabalho e na composição demográfica são uma realidade relevante para a definição de novas políticas econômicas. Destaca que o governo deve centrar na busca pela retomada do crescimento, mas que a reforma previdenciária deve ser uma mudança transgeracional. Para ele, há outros gastos deficitários maiores no país.