A recente denúncia do Ministério Público contra o coronel Curió terminou por mencionar um romance escrito por mim. Da Europa aos Estados Unidos, a ditadura brasileira é manchete. E creiam: na Itália, no desenvolvimento dessa notícia, hoje se mencionou Os Corações Futuristas, um romance escrito por este colunista.
Por Urariano Mota*
O ministro da Defesa, Celso Amorim, disse nesta sexta-feira (16) que não vai opinar sobre a decisão do Ministério Público Federal (MPF) de denunciar à Justiça o coronel da reserva do Exército Sebastião Curió, por crimes cometidos durante o regime militar (1964-1985). Segundo Amorim, o Ministério Público é um órgão autônomo.
No bojo da denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal contra o Coronel reformado do Exército Sebastião Curió por crimes de sequestro qualificado contra cinco militantes comunistas durante a guerrilha do Araguaia (1972-1975) está o ineditismo de ser a primeira ação criminal contra agentes da repressão política que atuaram para sufocar a resistência democrática contra o regime, que mergulhou o país numa noite histórica de 21 anos marcada pela censura, prisões, torturas e desaparecimentos.
Em repúdio as manifestações de setores militares contra a Comissão da Verdade, 110 cineastas lançaram, nesta segunda-feira (5), manifesto em favor dos trabalhos da Comissão e pela defesa do direito de conhecer o que representou os 21 anos de ditadura no país.
O aumento da repressão por parte da Polícia Militar em São Paulo não é apenas uma percepção e tampouco esse tipo de abordagem é voltada somente para reprimir movimentos sociais, como o observado no caso do Pinheirinho, da Cracolândia e da USP. Reportagem publicada pela Folha de S. Paulo, nesta sexta-feira (27), informa que, das 1.299 pessoas mortas na capital no ano passado, 290 foram atingidas por PMs — 22,3% do total.
Estudantes voltaram às ruas do Recife, nesta segunda (23) contra o aumento nas tarifas de ônibus e, mais uma vez, foram reprimidos pela polícia. As passagens foram reajustadas em 6,5% desde o último domingo. De forma truculenta, o Batalhão de Choque recorreu a spray de pimenta, bombas de efeito moral e agressões. Nesta terça, os alunos da Faculdade de Direito do Recife (FDR) organizaram um ato contra a ação da Polícia Militar nas passeatas estudantis.
Treze organizações de mídia prestaram uma queixa ao Departamento de Polícia da Cidade de Nova York contra as agressões, detenções e limitações ao trabalho dos jornalistas durante os protestos "Ocupe Wall Street", segundo o New York Times.
Matéria do jornalista brasileiro João Paulo Charleaux, em Santiago, Chile, denuncia uma onda de perseguição a jornalistas naquele país, com prisões, espancamentos e atentados a bomba. Confira reportagem reproduzida pelo Vermelho.
A reintegração de posse da reitoria da USP, ocupada por estudantes que reivindicavam o fim do convênio da universidade com a PM, tem gerado grande controvérsia nos meios de comunicação. A grande imprensa majoritariamente se refere aos estudantes como vândalos, baderneiros e maconheiros. Em meio a ataques e poucos relatos reais de como e o que aconteceu na terça-feira (8), destaca-se o depoimento da estudante de jornalismo da USP, Shayene Metri, postado no seu Facebook.
Após a operação que reintegrou a reitoria ocupada da USP na manhã desta terça-feira (8), cerca de 300 estudantes se concentram nos arredores da reitoria, ainda cercada pela Tropa de Choque, em ato a favor da libertação dos “presos políticos da USP” e contra a manutenção da rotina da universidade.
Cerca de 400 policiais da Tropa de Choque da Polícia Militar de São Paulo desalojaram os estudantes que ocupavam o prédio da Reitoria da Universidade de São Paulo.