A Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) autorizou a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) a reajustar em 15,24% as tarifas. O percentual contempla, além da reposição inflacionária, as perdas da empresa com a crise hídrica e o aumento dos custos da energia elétrica. Os novos valores entram em vigor em junho.
O relator das Nações Unidas para Água e Saneamento, Leo Heller, disse nesta quarta-feira (29) que a crise de abastecimento de água no estado de São Paulo põe em risco o cumprimento dos direitos humanos, em relação ao acesso ao líquido. Heller reuniu-se com organizações da sociedade civil, na capital paulista, para colher informações sobre a crise de abastecimento.
Um terço dos contratos “premium” assinados no ano passado, em meio à pior crise de abastecimento da história de São Paulo, usam água do sistema Cantareira. É o que mostra o mais recente pedido de acesso à informação feito pela Agência Pública à Sabesp. Segundo os dados enviados pela empresa de saneamento paulista, esses contratos respondem por mais da metade da demanda de água (120 milhões de litros, de um total de 220 milhões) dos novos contratos para grandes consumidores assinados em 2014.
O nível do volume morto do Sistema Cantareira ficou estável nesta sexta-feira (3). A Sabesp informa que os reservatórios estão com 19,2% da capacidade. Ainda não foram registradas chuvas na região do manancial neste mês. Porém, nas últimas semanas o sistema teve aumento sucessivos no volume de água.
A poucos dias do fim do mês de março e início do período de estiagem, a chuva acumulada no sistema Cantareira atingiu quase 100% da média histórica. Segundo a Sabesp, o reservatório opera com 12,4%, contando com o volume morto.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo mandou a Sabesp refazer o edital para obra de transposição das águas da represa Jaguari, na bacia do Rio Paraíba do Sul, para a represa Atibainha, com o objetivo de reforçar o Sistema Cantareira. Em decisão tomada ontem (18), o plenário do colegiado acatou pedido da construtora Queiroz Galvão, de que o documento contém restrições excessivas para a participação das empresas, o que poderia impedir a ampla concorrência.
Os trabalhadores da Sabesp aprovaram em assembleia a participação no ato em defesa da água e da empresa 100% pública, que acontece nesta sexta-feira (20), às 14h30 no vão livre do Masp, na capital paulista. Os participantes seguirão em marcha até a Secretaria de Recursos Hídricos do Estado.
A audiência de conciliação entre a Sabesp e o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente (Sintaema) terminou sem acordo na tarde desta segunda-feira (16). Em pauta estava uma liminar protocolada pela Sintaema que pedia a imediata reversão das mais de 400 demissões efetivadas pela empresa desde fevereiro.
Em assembleia realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores de Água e Esgoto do Estado de São Paulo (Sintaema), nesta terça-feira (10), centenas de trabalhadores da Sabesp aprovaram greve a partir do dia 19 de março por tempo indeterminado. A greve é em repúdio a 400 demissões feitas pela Sabesp desde janeiro.
O Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo) marcou para esta terça-feira (10) uma assembleia que tratará das demissões que vêm assolando os quadros funcionais da Sabesp desde fevereiro. O evento será realizado na sede do sindicato às 18 horas.
Em meio à crise hídrica, 157 trabalhadores foram demitidos da Sabesp neste mês. Em audiência com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente (Sintaema), no início de fevereiro, o governador Geraldo Alckmin anunciou que cerca de 300 funcionários seriam dispensados.
Mais de 15 mil pessoas se reuniram no Largo da Batata, na região Oeste da capital paulista, na tarde desta quinta-feira (26), e seguiram em direção ao Palácio dos Bandeirantes na grande Marcha pela Água. A mobilização encabeçada pelo MTST contou com a participação de movimentos sociais e partidos de esquerda. O governador Geraldo Alckmin recebeu uma comitiva para ouvir as reivindicações e se comprometeu em tratar com mais responsabilidade a crise hídrica para reduzir os impactos nas periferias.