Uma eventual agressão à Síria de nenhuma forma contará com a aprovação do Conselho de Segurança da ONU, afirmou na quarta-feira (18) o ministro russo do Exterior, Serguei Lavrov, em uma coletiva com a imprensa realizada em Moscou.
A União Europeia decidiu nesta quarta-feira (18) adotar novas sanções contra a Síria alegando que o governo do presidente Bashar Assad é o responsável pela onda de violência que assola o país.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou nesta quarta-feira (18/01) que seu país vai se opor a qualquer resolução do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) que pretenda aprovar uma intervenção militar na Síria.
A Rússia saudou nesta terça (17) a anistia geral de pessoas envolvidas, na maioria, em protestos da oposição, como um um gesto de boa vontade do governo sírio e como parte do processo de reformas internas pelas quais passa o país em direção ao atendimento das demandas populares e políticas.
Não se passa um dia, pelo menos nos últimos meses, que a imprensa brasileira – que bebe na fonte das grandes agências internacionais de notícias – deixa de publicar até uma ou duas páginas sobre a República Árabe Síria. Chamando insistentemente o seu presidente, Dr. Bashar Al Assad de “ditador” e mostrando imagens completamente distorcidas da realidade.
Como parte das reformas realizadas pelo presidente da Síria, Bashar Assad, a Comissão de Assuntos Políticos aprovou a criação do Partido Democrático Sírio, uma organização de oposição governista à Frente Nacional Progressista. A agência de notícias Cham Press News informou que a Comissão analisou todas as propostas recebidas com base no Decreto Legislativo n º 100 de outubro de 2011, promulgado pelo presidente.
Em uma semana, a Liga Árabe – formada por 23 países – definirá se haverá intervenção militar na Síria como tentativa de conter a onda de violência, que atinge o país há quase um ano.
O chefe da Liga Árabe (LA), Nabil El-Arabi, expressou novamente nesta sexta (13) temores de que a crise síria termine levando a uma guerra civil, mas apostou no envio de mais observadores, apesar de admitir sua ineficácia para frear a violência.
O general sudanês Mohammad al-Dabi, chefe dos observadores árabes na Síria, desmentiu declarações hostis ao governo de Damasco feitas por um membro do grupo a um canal via satélite, que depois abandonou a equipe.
As autoridades sírias vão formar uma comissão para investigar a morte de um jornalista francês em Homs (centro), assim como as de oito cidadãos sírios, anunciou nesta quinta (12) a agência oficial Sana.
A Síria ratificou seu compromisso de cumprir o acordo com a Liga Árabe e sua disposição para enfrentar e rechaçar qualquer ingerência em seus assuntos internos, segundo afirmou o chanceler Walid al-Moallen ao receber o chefe da missão observadora dessa instituição.
Apesar de uma gélida garoa, centenas de milhares de sírios lotaram nesta quarta (11) a Praça Omeya, a maior de Damasco, para ratificar seu apoio ao presidente Bashar al-Assad e à unidade nacional, ante a hostilidade estrangeira.