O Conselho de Segurança prossegue nesta quarta (1) a negociação de uma resolução sobre a Síria, depois que a Rússia e China reafirmaram com força suas posições por uma solução política, sem sombra de uma eventual intervenção estrangeira.
Aumenta a pressão imperialista no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para intervir contra a Síria sob o pretexto de combater a onda de violência no país, que em março completa um ano.
Os países ocidentais e árabes membros do Conselho de Segurança insistirão nesta sexta (27) na aplicação de sanções contra a Síria, apesar da forte oposição da Rússia, em uma nova ofensiva contra Damasco.
Dezenas de milhares de pessoas participaram nesta quinta-feira (26) de manifestações de apoio ao presidente Bashar al-Assad e contra uma ingerência estrangeira nos assuntos internos do país, em Damasco e em outras cidades, informou a imprensa oficial síria.
O governo sírio rejeitou a resolução da Liga Árabe (LA), aprovada domingo (22), que insta o presidente Bashar Assad a transferir o poder para o vice-presidente dando-lhe poderes para liderar um governo provisório, cujo objetivo seria organizar eleições no prazo de dois meses.
Com o registro e autorização para funcionar de mais quatro partidos da oposição, a Síria ratifica sua marcha para o pluralismo democrático e o multipartidarismo que, segundo protagonistas do processo de reformas, fortalecerá a unidade nacional.
Plano estadunidense usa como disfarce os ideais democráticos da Primavera Árabe e uma falsa preocupação humanitária. Em pouco mais de uma década, a aliança imperialista liderada pelos Estados Unidos já invadiu três países do contexto geopolítico do Oriente Médio – o Afeganistão, o Iraque e a Líbia – e está a caminho de mais uma aventura militar. O alvo, agora, é a Síria.
O governo sírio anunciou nesta terça-feira (24) que aceita a prorrogação por mais um mês da missão de observadores da Liga Árabe no país, segundo informação divulgada pela agência oficial Sana.
Seguindo o exemplo Saudita, as monarquias do Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico (CCG) podem cancelar sua observação na Síria. O jornal Kuwait Qabas publicou nesta terça-feira (24) um artigo no qual citou fontes diplomáticas – não identificadas -, segundo as quais, os Estados árabes do Golfo já anunciaram sua retirada da equipe observadora da Liga Árabe, que eles mesmos pressionaram para que a Síria aceitasse.
A Síria rejeitou nesta segunda-feira (23) a proposta da Liga Árabe para que o presidente Bashar al Assad deixe o governo e seja criado um governo de "unidade nacional" dentro de dois meses. O país qualificou este pedido – que mais se configurava como um golpe – de "complô conspiratório e ataque à soberania nacional”.
Os detalhes de um relatório sobre a missão observadora árabe na Síria e sua eventual prorrogação por mais um mês serão anunciados no domingo (22), na capital egípcia, confirmou nesta sexta (20) uma fonte da Liga Árabe.
Os observadores concluíram na quinta-feira (19) seu trabalho na Síria com novas visitas nas 16 regiões, onde foram distribuídos, e seu relatório conclusivo será o principal tema na próxima reunião da Liga Árabe, sábado (21) no Egito.