O Brasil e mais 120 países votaram nesta terça-feira (22) a favor da resolução contra a Síria, na 3ª Comissão das Nações Unidas. Foram 13 votos contrários e 41 abstenções. A iniciativa condena os supostos crimes caracterizados por execuções e detenções arbitrárias, uso excessivo de força, perseguição, desaparecimentos e maus-tratos, além de todas as ações que indiquem violações de direitos humanos.
A possibilidade de a ONU aprovar nova resolução condenando a Síria será interpretada como “uma declaração de guerra diplomática e política” contra o país, segundo o representante sírio na Organização das Nações Unidas (ONU), o embaixador Bashar Jafari.
O presidente da Sírio, Bashar al Assad, disse que seu país não vai se curvar diante da pressão das potências imperialistas e que vai continuar enfrentando as "gangues armadas" que vêm gerando violência nas ruas.
Neste domingo (20), a comunidade Árabe Síria no Brasil realizará uma manifestação em apoio ao povo sírio e ao presidente Bashar al-Assad contra a tentativa de retirar o país da Liga Árabe. Em entrevista ao Vermelho, o presidente da União Cultural Árabe, Abdulhamid Ali, reforça o chamado para que todos os que apóiam a causa síria participem do evento.
O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, disse nesta quinta-feira (17) que o ataque contra uma base militar síria por bandos armados que se auto-intitulam Exército de Libertação da Síria (ASL na sigla em inglês) lembra o desencadear de uma guerra civil.
Os governos da Alemanha, Grã-Bretanha e França pressionam a Organização das Nações Unidas (ONU) a adotar uma resolução contra a Síria por supsostas denúncias de violação dos direitos humanos e exigindo o fim da violência no país. Apesar do discurso, a iniciativa parte das potências imperialistas, que querem abrir caminho para uma intervenção no país.
Apesar da chuva gelada, milhares de sírios voltaram às ruas de Damasco e de outras cidades do país nesta quarta-feira (16) para demonstrar seu repúdio à Liga Árabe, que suspendeu o país da organização multilateral e para reafirmar a unidade nacional.
O bloco intercontinental que reune 23 países árabes, a Liga Árabe, confirmou nesta quarta-feira (16) que a Síria está suspensa do organismo e que vai enviar "observadores", que terão a tarefa de "avaliar" a onda de violência que assola o país e "proteger" os cidadãos sírios . A mídia ocidental tem afirmado que a violência parte do governo de Bashar al-Assad que, por sua vez, responsabiliza agentes estrangeiros pelos ocorridos.
A Síria se recusou a participa, nesta quarta (16), de reuniões da Liga Árabe, com base em Rabat, Marrocos, em resposta às ações de vários de seus membros para separá-la da organização regional, salientaram funcionários e meios de comunicação nacionais em Damasco.
O deputado libanês Kassem Hashem afirmou que a decisão da Liga Árabe (LA) de suspender a permanência da Síria no organismo foi "uma resposta obediente às ordens dos Estados Unidos", opinião compartilhada nesta segunda (14) por Damasco.
A Rússia é contra a decisão da Liga Árabe de suspender a Síria e acredita que as nações do Ocidente estão incitando os opositores do ditador Bashar Assad a pressionar por sua renúncia, disse o ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, nesta segunda (14).
Milhares de sírios saíram às ruas de Damasco na noite deste sábado (12) em protesto contra o anúncio da Liga Árabe de suspender a participação do país no organismo regional. As manifestações prosseguem neste domingo (13) em diversas cidades do país.