Pelo menos 13 universidades terão aulas destinadas exclusivamente ao estudo do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Professores dessas instituições ministrarão cursos e projetos de extensão sobre o período que classificam como “golpe de 2016”.
Em reação a tentativa de censura do ministro da Educação, Mendonça Filho, nove universidades públicas devem seguir os passos da Universidade de Brasília (UnB) com a criação de disciplinas optativas sobre o golpe de 2016 contra Dilma Rousseff. Entre elas estão as duas maiores universidades do país: Universidade de São Paulo (USP) e Universidade de Campinas (Unicamp).
A tentativa do Ministério da Educação (MEC) de proibir uma disciplina sobre o golpe de 2016 e o futuro da democracia, na Universidade de Brasília (UnB), despertou ainda mais o interesse do meio acadêmico para o tema.
Não é de hoje que se descobriu no Brasil que o ensino superior é um negócio vantajoso. Não a formação propriamente dita, não a elaboração e consolidação de um pensamento crítico — essa tem importado pouco, sobretudo em épocas de aprofundamento de recuos e rupturas democráticas, como este pelo qual passa o país, em que a universidade e todo seu potencial reflexivo são encarados como obstáculos aos interesses das forças que tentam manter o poder.
Por Madalena Guasco Peixoto*, na Carta Educação
A disciplina “Tópicos Especiais em Ciência Política 4: O golpe de 2016 e a democracia”, do professor Luís Felipe Miguel, na UnB, já está lotada e tem 40 pessoas na lista de espera. A procura pode ser ainda maior quando o sistema da universidade reabrir para o período de ajuste de matrícula, nesta segunda-feira (26).
Diante de um auditório lotado no Citibank Hall, gigantesca casa de shows da capital paulista, uma aluna de uma das graduações mais tradicionais do país toma o microfone para um discurso duro. “Gostaria de falar sobre resistência. De uma em específico, a que uma parcela dos formandos enfrentaram durante sua trajetória acadêmica”.
A Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), a Universidade Regional do Cariri (URCA) e a Fatec Cariri estão regularizando seus Núcleos de Educação a Distância (NEAD) junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A entrega oficial dos documentos foi realizada na tarde da última quinta-feira (01), no Auditório Castelo Branco, da Universidade Federal do Ceará.
A leitura da matéria “UnB será ocupada pela periferia: exemplos vêm de Ceilândia e Brazlândia”, de Pedro Grigori e Walder Galvão, no Correio Braziliense desta quarta-feira, 31, é uma excelente oportunidade para reabrir a discussão sobre o êxito da política de cotas no Brasil.
Por Aloizio Mercadante*
A Praça das Artes, no campus Ondina, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, já é conhecida por reunir universitários diariamente e possibilitar trocas de experiências e diálogo entre pessoas diversas. Nesta quinta (25) e sexta-feira (26), a juventude está reunida para debater e propor rumos na luta em defesa das universidades públicas e da democracia.
USP, UFMG, UFRJ, UNB e PUC-SP perderam programas de mestrado e doutorado; dados são da Avaliação Quadrienal 2017 da Capes. Segundo a presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos, Tamara Naiz, o critério é ruim porque condecora a produção de conhecimento que não está atenta às necessidades do Brasil, priorizando, por exemplo, a publicação de artigo em revistas internacionais de alto impacto.
Estudantes da Universidade de Brasília (UnB) estão se mobilizando contra uma proposta de aumento da tarifa do restaurante universitário (RU). O preço da refeição, que hoje é de R$ 2,50, pode subir 160%, chegando a R$ 6,50. A proposta faz parte de uma resolução que será votada em fevereiro pelo Conselho Administrativo da universidade.
Deflagrada há 4 meses pela Polícia Federal, a Operação Ouvidos Moucos não chegou a lugar algum e os policiais pediram mais 90 dias para concluir o inquérito. A investigação levou ao suicídio do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier, após ser investigado e humilhado por uma operação que investigava irregularidades da instituição em 2006, data anterior ao início do mandato de Cancellier.
Por Verônica Lugarini*