Desde final de 2016, PF realizou ao menos sete operações para apurar supostos desvios. Conduções coercitivas e prisões temporárias de reitores e professores geram indignação.
Por Felipe Betim*
A Universidade Metodista de São Paulo demitiu 60 professores em apenas uma semana. Sob justificativa de uma crise financeira na universidade, a real motivação para as demissões é política. A maioria dos demitidos participou de assembleias para debater atrasos no pagamento de salários, férias, 13º, FGTS e crescente acúmulo de débitos. Os cursos mais afetados pelas demissões são os de pós-graduação.
Por Verônica Lugarini*
Processo de desgaste do ensino superior no país seria etapa do projeto de Temer de cobrar mensalidade em federais.
Por Juliana Gonçalves*
A educação tem sido uma das áreas mais afetadas pelos desmontes do governo Michel Temer. O descaso com as universidades públicas por meio do corte de investimentos fará com que as maiores universidades do país tenham enormes deficits em 2018. Juntas, a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade de Campinas (Unicamp) preveem deficit de R$ 560 mi em 2018, segundo informações do Estadão Conteúdo.
Comportamento dos agentes da Polícia Federal que participaram de operação que resultou no cumprimento de mandados de condução coercitiva na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerias) será apurado pela corregedoria da instituição; professores da UFMG acusam policiais federais de truculência.
No mesmo dia em que o novo diretor-geral da Polícia Federal jantou com um réu do mensalão tucano em uma festa, oito membros da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foram conduzidos coercitivamente para a delegacia. Eles são acusados de desviar recursos públicos destinados à construção do Memorial da Anistia Política do Brasil, um projeto do Ministério da Justiça e da universidade.
Por João Filho*
Na história da luta do povo brasileiro, a universidade sempre fora um foco de resistência contra os ataques das elites que por tantas vezes já atacaram nossos direitos e liberdades ou tentaram vender nossos patrimônios e acabar com a soberania de nosso país.
Por Iago Montalvão*
O escritor Lira Neto escreveu artigo em que contesta de forma contundente os argumentos utilizados pelo Banco Mundial para defender o fim da gratuidade das universidades públicas brasileiras.
O deputado estadual Carlos Felipe (PCdoB) emitiu parecer favorável ao projeto de lei 126/2017, que institui o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) dos servidores técnico-administrativos da Fundação Universidade Estadual do Ceará (Funece), da Fundação Universidade Regional do Cariri (Urca) e da Fundação Estadual Vale do Acaraú (UVA).
A juíza que autorizou a ação policial na UFMG é a mesma que, em janeiro de 2013, declarou-se incompetente para julgar o assassinato, nove anos antes, de três fiscais do trabalho e um motorista servidor público, na famosa chacina de Unaí (MG); em outra decisão polêmica, Raquel Vasconcelos Alves Lima, que é juíza da 9ª Vara Criminal Federal de Belo Horizonte, mandou soltar o neonazista que postou foto agredindo morador de rua e foi preso pelo assassinato de um outro.
O compositor mineiro João Bosco divulgou nota nesta quinta-feira (7) na qual manifesta sua indignação contra a operação da Polícia Federal na Universidade Federal de Minas Gerais e desautoriza, politicamente, o uso da canção O Bêbado e a Equilibrista para denominar a ação que, para ele, é “uma violência à cidadania”.
É da maior gravidade a ação truculenta que a Polícia Federal efetuou, a 6 de dezembro de 2017, na Universidade Federal de Minas Gerais, levando, por condução coercitiva, para prestar depoimentos, o reitor Jaime Arturo Ramirez, a vice-reitora, Sandra Regina Goulart Almeida, mais duas ex-vice-reitoras e outros servidores.
Por Haroldo Lima*