Uma delegação internacional do “Prêmio Nobel Alternativo” (Right Livelihood Award) visitará o Brasil entre os dias 1º e 4 de abril para cobrar justiça e esclarecimento de crimes contra integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Compondo a agenda de atividades do 11º Congresso Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (CNTTR), a Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) realizou nesta segunda-feira (4), em Brasília, o “Seminário Internacional sobre a Violência no Campo – Cenários Vítimas e Agressores”. O evento teve como objetivo debater os altos índices de violência no campo.
Joanne Mota, do Vermelho, com informações da Contag
O fazendeiro Orlandino Carneiro Gonçalves, 61, confessou ter atirado no adolescente guarani-kaiowá de 15 anos, Denílson Barbosa. O corpo do jovem morador da aldeia tey´ikue, localizada na área indígena Caarapó, em Caarapó (MS), a cerca de 50 quilômetros de Dourados (MS), foi encontrado no último domingo (17) em uma estrada vicinal que separa a aldeia de algumas fazendas.
Em entrevista à Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), o professor Sérgio Sauer (foto), do Programa de Pós Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural da Universidade de Brasília (UnB) e relator do Direito Humano à Terra, ao Território e à Alimentação (Plataforma DhESCA Brasil), avalia como pífio o avanço do governo de Dilma Rousseff em relação à reforma agrária. E diz que a violência no campo é originada pela concentração de terra e a impunidade.
Em artigo publicado nesta sexta-feira (25), o mestre em teologia Paulo Balduino de Sousa Décio, bispo emérito da cidade de Goiás e conselheiro permanente da Comissão Pastoral da Terra acusa frontalmente a senadora Kátia Abreu (ex-DEM e hoje integrante do PSD), de promover a violência no campo e incentivar o confronto armado.
O Comitê por Justiça ao Massacre de Felisburgo realiza ato no Dia Internacional dos Direitos Humanos, nesta segunda-feira (10), às 14 horas, em Belo Horizonte (MG). O ato, que acontece no auditório do CREA-BH, faz parte da campanha que mobiliza a sociedade para o julgamento de Adriano Chafik, responsável pelo massacre de cinco Sem Terra.
Nesta quarta-feira (28), em Curitiba, um júri popular condenou dois acusados de participação no assassinato do trabalhador sem-terra Sebastião Camargo, em 1998, durante um despejo ilegal na cidade de Marilena, no Noroeste do Paraná. No entanto, para o deputado Valmir Assunção (PT-BA), a justiça ainda não está completa.
Nesta terça-feira (20), o Comitê de Justiça para Felisburgo realiza um ‘escracho’ em frente ao Tribunal de Justiça de Contagem (MG) para denunciar o silêncio da mídia em relação ao Julgamento de Felisburgo, em que o fazendeiro Adriano Chafik Lued é acusado de matar cinco sem terra e ferir outros 17, ataque ocorrido em 20 de novembro de 2004. Ao contrário do caso dos sem terra, a mídia faz ampla divulgação do julgamento do ex-goleiro Bruno.
São 280 famílias de trabalhadores e trabalhadoras rurais mobilizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra, que desde o ano de 2010 se encontram acampadas em uma área rural no município de Curionópolis, conhecida como acampamento Frei Henri, à margem da rodovia PA-275, a 16 quilômetros da cidade de Parauapebas, no Sudeste do Pará.
A Declaração Final do Encontro Unitário dos Trabalhadores, Trabalhadoras e Povos do Campo, das Águas e das Florestas – que aconteceu esta semana em Brasília -, foi entregue ao ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, por um grupo de 15 mulheres, representantes dos vários movimentos que fazem parte desse momento de unidade das lutas do campo.
O governo federal liberou R$110 milhões para o agronegócio e R$18 milhões para a agricultura familiar, que é responsável por 60% dos alimentos produzidos no país. Para reverter essa situação que consideram injusta, os trabalhadores e trabalhadoras, povos do campo, das águas e das florestas reunidos no Encontro Unitário fizeram uma marcha pela Esplanada dos Ministérios e manifestação em frente ao Congresso Nacional e ao Palácio do Planalto, na manhã desta quarta-feira (22), em Brasília.
O Encontro dos Trabalhadores, Trabalhadoras, e Povos do Campo, das Águas e das Florestas, que reúne sete mil trabalhadores esta semana em Brasília (DF) vai discutir a implantação de um modelo de desenvolvimento alternativo para o país, baseado no documento de propostas para um desenvolvimento em contraponto ao agronegócio.