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Crise política na Bolívia preocupa países andinos

Os países andinos expressaram neste sábado (12) sua preocupação pelos confrontos entre o governo e a oposição na Bolívia pelas mudanças constitucionais e pediram a ambas partes que acordem uma solução de consenso.

A declaração da Comunidade Andina de Nações (CAN) se junta à que divulgaram na sexta-feira os países da União Européia, que ofereceram seus bons ofícios para a busca de um diálogo político para superar a crise.


 


Um comunicado da CAN difundido em La Paz expressou a preocupação de seus membros ''pela situação política'' e saudou ''a decisão do presidente Evo Morales de estabelecer um processo de diálogo que permita encontrar uma saída democrática e constitucional na Bolívia, que contribua à preservação da inconstitucionalidade democrática e a unidade do país''.


 


O documento da CAN, que é formada pela Colômbia, Equador, Bolívia e Peru, pediu às forças políticas que determinem ''suas ações dentro do mais absoluto respeito às normas constitucionais e legais'' vigentes.


 


Pediu a ambas partes que garantam a ''integridade e unidade do Estado e os compromissos existentes em matéria de proteção e preservação das instituições democráticas da Comunidade Andina e do Sistema Interamericano''.


 


Os comunicados da CAN e da UE enfatizaram o risco de uma crise política a partir das situações de violência e destacaram os esforços da Igreja católica para facilitar o diálogo.


 


Enquanto o governo considera ilegais as consultas populares convocadas por Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando para avaliar seus respectivos estatutos autonômicos departamentais, a oposição recusa o projeto governista de uma nova Constituição aprovado pela Constituinte, considerando que há apenas a posição do Governo e se perde o conceito de autonomias departamentais ao criar paralelamente as autonomias municipais, regionais e de povos originários.