Deputada diz que se espera pessoa equilibrada no lugar de Weintraub

Alice Portugal (PCdoB-BA) afirmou também que a possível demissão do ministro da Educação não vai mudar as diretrizes da pasta

(Foto: Richard Silva/PCdoB na Câmara)

Na iminência da demissão do ministro da Educação, Abraham Weintraub, a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) disse que se espera no seu lugar dele uma pessoa “minimamente equilibrada” e que não ache a terra plana. Ela defendeu respeito a ciência e a compreensão sobre autonomia das universidades como reza a Constituição.

Na live “Educação e Resistência Democrática”, realizada nesta segunda-feira (15), pelo Portal Vermelho, a deputada afirmou que não acredita nas mudanças de diretivas no ministério com a demissão de Weintraub.

“Nós dialogaríamos com qualquer pessoa, mas esse diálogo não seria capaz de mudar as linhas mestras diretivas do governo Bolsonaro (…) que é algoz do povo, viés liberal na economia, conservador nos costumes e absolutamente anteposto a organização popular. Então qualquer um que entre, admite-se ministro de Bolsonaro, sabe ao que serve. Não tenho a ilusão de que teremos redenção das bandeiras educacionais”, analisou.

UNE

O presidente da UNE (União Nacional da Educação), Iago Montalvão, que participou da mesma live, disse que é inadmissível a permanência do ministro. Para ele, não seria possível alguém pior no cargo. “Só se o próprio Bolsonaro assumisse ou se trouxerem o Olavo de Carvalho. Pior que Weintraub só o mestre dele”, ironizou Iago.

Montalvão diz que o atual ministro não é só uma peça que atrapalha o desenvolvimento da educação, mas é uma engrenagem importante do bolsonarismo. “Ligado ao Olavo de Carvalho, ele alimenta essa rede de ódio extremista (…), a guerra ideológica que o bolsonarismo trava cotidianamente para poder sustentar sua base de apoio”, analisou.

Nesse período de pandemia, o presidente da UNE disse ainda que não há política educacional. “Não há política para os estudantes sem aula, os que não conseguem acompanhar aulas online e pagar as universidades. Nós estamos sem ministro da Educação, o que temos ali é um agitador, um militante do Bolsonaro”, criticou.

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