Combustíveis, alimentação e energia subiram em agosto, indica IPCA-15

De nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, sete tiveram alta em agosto. O IPCA-15 subiu em todas as regiões pesquisadas.

Petrobras acompanha preços internacionais - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Os custos com transporte, alimentação e energia elétrica subiram para o brasileiro em agosto, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta terça-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No geral, o índice teve variação positiva de 0,23%, inferior à inflação registrada em julho, de 0,30%. Em agosto de 2019, a taxa foi bastante inferior, de 0,08%.Nos últimos 12 meses, acumula alta de 2,28%, cima dos 2,13% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Segundo o IBGE, o motivo da desaceleração em relação a julho deste ano foi a deflação no grupo educação, uma vez que diversas instituições de ensino concederam descontos nas mensalidades em razão da pandemia, que obrigou a realizar aulas a distância. Em razão disso, os preços dos cursos regulares caíram 4%, com destaque para pré-escola, onde a queda chegou a 7,30%.

Os preços para o IPCA-15 de agosto foram coletados entre 15 de julho e 13 de agosto de 2020 e comparados com aqueles vigentes de 16 de junho a 14 de julho de 2020.

Combustíveis subiram

No entanto, de nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, sete tiveram alta em agosto. O grupo dos transportes registrou alta de 0,75%, com destaque para combustíveis, cujos preços tiveram variação positiva de 2,31%. O óleo diesel teve a maior variação positiva, de 3,58%, enquanto a gasolina aumentou 2,63%. O gás veicular subiu 0,47% e o etanol caiu 0,28%.

A inflação neste grupo só não foi maior devido à queda de 1,88% nos preços das passagens aéreas; de 6,75% no custo do transporte por aplicativo e de 1,92% nos preços do seguro veicular.

Conta de luz mais cara

As despesas dos brasileiros com o grupo habitação aumentaram 0,57%, principalmente por conta do aumento da energia elétrica, que teve variação positiva de 1,61%. Reajustes tarifários em Belém (de 2,73% a partir de 7 de agosto); São Paulo (3,6% a partir de 4 de julho); Fortaleza (reajuste de 3,20% a partir de 1º de julho); Salvador (reajuste de 4,41% também desde 1º de julho); Belo Horizonte (aumento de 2,59% desde a mesma data); Recife (reajuste de 4,55%) e Porto Alegre (reajuste de 5,23% em uma das concessionárias, também a partir de 1° de julho) ajudam a explicar a alta.

O aumento aconteceu mesmo com a vigência da bandeira verde até o fim de 2020. Para aliviar o bolso dos consumidores durante a pandemia, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu em maio deste ano manter a bandeira tarifária verde até dezembro. Pelo sistema de bandeiras, quando há maior custo para produzir a energia, o consumidor paga mais caro.

Carne e leite puxam alta da alimentação

Os alimentos para consumo no domicílio subiram 0,61%, influenciados principalmente pela variação observada nos preços das carnes (3,06%), do leite longa vida (4,36%) e das frutas (2,47%).

Outros produtos importantes na cesta das famílias, como o arroz (2,22%) e o pão francês (0,99%) também subiram. Já os preços do tomate (-4,20%), da cebola (-8,04%), do alho (-8,15%) e da batata-inglesa (-17,16%) seguem em queda.

O custo da carne vem aumentando há um tempo, devido à queda da oferta no mercado interno em razão das exportações.

Alta generalizada

O IPCA-15 subiu em todas as regiões pesquisadas. O maior índice foi na região metropolitana de Belo Horizonte (0,37%), por conta das altas nos preços das carnes (7,01%) e da gasolina (3,56%). Já a menor variação foi em Brasília (0,08%), devido às quedas de alguns itens alimentícios, como batata-inglesa (-34,68%) e banana-prata (-12,90%).

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