O discurso de que a reforma trabalhista seria capaz de gerar empregos foi um “equívoco”, na avaliação do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro João Batista Brito Pereira. Em julho, mês em que a sanção da nova lei trabalhista completa dois anos, o presidente do TST afirmou, em entrevista à BBC News Brasil, que a lei não é capaz de gerar novos postos de trabalho.
O ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Sergio Moro, segue acumulando cobertura negativa no exterior. O tom geral nas matérias da grande mídia estrangeira é de decepção e indignação com o ex-juiz depois das mensagens reveladas pelo jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil.
Um manifesto assinado por cinco ex-ministros da Cultura denuncia com veemência os retrocessos da política cultural do governo Jair Bolsonaro. Segundo o texto, a gestão é marcada pela “desvalorização e hostilização à cultura brasileira”. O manifesto foi divulgado nesta terça-feira (2), em reunião no Institutos de Estudos Avançados da USP, em São Paulo, com a participação de Juca Ferreira, Marcelo Calero, Marta Suplicy, Francisco Weffort e Luiz Roberto Nascimento Silva.
O presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte (MG), Nely Aquino (PRTB), rejeitou nesta terça-feira (2) a admissibilidade de um parecer golpista que pedia a cassação do vereador Gilson Reis (PCdoB). A denúncia, apresentada por Caio Coelho, do movimento ultradireitista Mais Brasil, não tinha fundamentos mínimos, conforme a presidência da Casa.
Em 2016, às vésperas do golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, um dos principais empresários do País declarou que, “encerrado esse capítulo e iniciado o novo ciclo, o Brasil vai ‘bombar’ de novo”. Para o arrogante presidente da Riachuelo, Flávio Rocha, a mera saída do PT do governo já atrairia investimentos da iniciativa privada: “Seria instantâneo”, disse ele à BBC. Nada disso, porém, ocorreu: os investimentos não voltaram, a economia estagnou e a indústria nacional não para de regredir.
A maioria dos brasileiros discorda do governo Jair Bolsonaro (PSL) e rejeita a privatização das grandes empresas estatais, como a Petrobras e os Correios. É o que aponta um levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta segunda-feira (1/7).
A produção da indústria nacional recuou 0,2% em maio, na comparação com abril, conforme a Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta terça-feira (2) pelo IBGE. O setor industrial acumula queda de 0,7% nos primeiros cinco meses de 2019 – o que sinaliza um ciclo recessivo sob o governo Jair Bolsonaro (PSL).
Levantamento feito pela Fundação Perseu Abramo demonstra, com riqueza de dados, os baixos índices de sindicalização de trabalhadores no Brasil e as mudanças ocorridas entre o período de 2012 e 2017. Para a direção da Fitmetal (Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil), os números mostram com clareza a necessidade urgente de sindicatos realizarem campanhas intensas para que os trabalhadores se reaproximem das entidades que os representam.
Por Fernando Damasceno
Eleito presidente do Brasil impulsionado pela onda antissistema e com a promessa de acabar com o chamado “toma-lá-dá-cá”, Jair Bolsonaro (PSL) traiu a promessa e o discurso. Seus primeiros seis meses de gestão mostram que o fisiologismo corres solto na base bolsonarista. É o caso explícito de uma oferta concretizada na semana passada: o pagamento imediato de R$ 10 milhões em emendas extras para cada deputado federal, em troca de apoio à reforma da Previdência.
Deveriam ter ficado, para sempre, as lições para não se brincar com a democracia, para não se utilizar da tática de criação do “inimigo interno”, de demonização da política, de destruição do passado em nome de uma nova ordem fundada no ódio, porque nascida de um discurso de ódio.
Por Luis Nassif
Os governadores do Nordeste divulgaram, na manhã deste domingo (30), uma carta sobre os diálogos entre membros do Judiciário e do Ministério Público, publicados pelo site The Intercept Brasil e outros veículos de comunicação. No documento, eles cobram “a pronta e ágil apuração de tudo, com independência e transparência”.
Nos primeiros seis meses de 2019, os habitantes do Nordeste e os brasileiros de menor renda foram os que mais desembarcaram do apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). É o que aponta a pesquisa Ibope divulgada na semana passada, em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em relação ao penúltimo levantamento do Ibope, em abril, três a cada dez nordestinos que apoiavam Bolsonaro pularam do barco. Hoje, apenas 17% dos moradores da região consideram a gestão boa ou ótima.