Embora os atuais prefeitos corretamente se esforcem para adiar o debate sucessório até o início do ano que vem, vai se tornando incontrolável a abordagem imediata do tema. Sobretudo onde projetos partidários (legítimos) emergem com certa força, como na capital e em importantes cidades de Pernambuco, por exemplo.
Tá legal, ir às ruas para protestar e reivindicar é um direito de todos. Mas é sempre bom jogar claro, sem subterfúgios nem engodos. É o mínimo que se espera do chamado Movimento contra a Corrupção, que voltou às ruas ontem.
O TSE confirmou anteontem o registro do Partido Social Democrático, nova agremiação que reedita velha sigla, PSD. É o vigésimo oitavo partido legalmente constituído na cena política brasileira.
Nem sempre o que se torna evidente é devidamente assimilado, subjetivamente. Acontece em todas as esferas da vida. Na gestão pública é tão mais comum do que se possa imaginar. Vivemos a era da exaltação do supostamente complexo – e, não raro, mais custoso financeiramente.
Noticia-se com persistente sentido negativo a pressão da base aliada do governo no Congresso Nacional pela liberação de recursos do Orçamento Geral da União correspondentes a emendas parlamentares. No caso, restos a pagar ainda referentes ao exercício fiscal dos anos 2008, 2009 e 2010.
A segunda-feira última se iniciou com o patético noticiário em torno da crise global, que corrói as economias dos EUA e da Europa. Dirigentes dos países centrais realizam verdadeira cruzada do faz-de-conta no intuito de “acalmar” os mercados diante da iminência da queda generalizada das principais bolsas mundo afora.
É o que parece, pelo andar da carruagem no Congresso Nacional: a reforma política não estará no centro da pauta do atual semestre parlamentar. E, desse modo, ficará mais uma vez postergada.