O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) Antonio Roque Citadini enviou ofício à Secretaria da Educação do Estado cobrando explicações sobre a substituição de refeições completas por bolacha e suco na merenda das escolas paulistas.
Os estudantes paulistas da rede estadual de ensino iniciaram o ano letivo de 2016 com graves problemas: turmas fechadas e falta de merenda, reflexo do compromisso do governo Alckmin com o desmonte da educação pública e em esquemas de corrupção, pois membros da alta cúpula tucana são investigados por envolvimento com o superfaturamento na compra da merenda escolar. O reflexo já é sentido nas escolas, que estão com as panelas vazias e com salas de aula superlotadas.
A disputa interna para concorrer às eleições municipais de São Paulo, principal reduto tucano, evidencia a verdadeira face do PSDB que está longe da pose de republicanos democratas. Depois de realizar uma convenção com muitos socos e pontapés, o clima entre os tucanos não amenizou.
O Ministério Público de São Paulo instaurou nessa segunda-feira (29) inquérito para investigar suspeita de enriquecimento ilícito contra o secretário-chefe da Casa Civil de São Paulo, Edson Aparecido dos Santos, o nº 1 do governador Geraldo Alckmin (PSDB).
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) afirmou que vai avaliar a compra de um imóvel realizada pelo chefe da Casa Civil do governador Geraldo Alckmin (PSDB), Edson Aparecido (PSDB). A partir da análise, o órgão decidirá se haverá ou não abertura de inquérito.
São Paulo, Paraná e Goiás, ganharam destaque recentemente pela truculência dos seus governadores. São cada vez mais crescentes as denúncias envolvendo o descaso com os professores, os apadrinhamentos à iniciativa privada e grande mídia, desvios de verbas e, na maioria das vezes, a truculência da Polícia Militar com os que não se calam diante do quadro caótico educacional.
Por Laís Gouveia
Estudantes protestaram na noite da segunda-feira (22) contra a violência da Polícia Militar durante ato organizado dentro da Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, em São Paulo. O ato lançou uma denúncia ao Ministério Público sobre os abusos da PM do estado de São Paulo nas últimas manifestações.
Depois de enfrentar o governo contra o fechamento de escolas na chamada reorganização escolar, os estudantes secundaristas vivem um novo problema na rede pública estadual: a falta de merenda em várias unidades.
O desembargador Sérgio Rui, do TJ-SP, requisitou à Secretaria Estadual da Educação cópia de todos os contratos, aditamentos e pagamentos, bem como de todos os procedimentos administrativos relacionados às cooperativas que estão sob investigação da Operação Alba Branca. A operação apura superfaturamento no fornecimento de merenda escolar, com pagamento de propina a agentes públicos do governo Geraldo Alckmin (PSDB) e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Fernando Capez, também tucano.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo agora tem o monopólio das estatísticas da criminalidade no Estado. No início deste mês foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo medida do governador Geraldo Alckmin que impõe sigilo absoluto sobre os dados de boletins de ocorrências policiais. Em publicação no facebook, o coletivo Jornalistas Livres classificou a notícia como um "escândalo" e teme pelo incentivo à violência.
Em um contexto em que mais de 1.000 salas de aula estão sendo fechadas e um escândalo de corrupção envolvendo tucanos em máfias de licitações de merenda, o recém nomeado secretário de educação, José Renato Nalini, afirmou nesta segunda-feira (15), que todos os colégios do estado terão Grêmio Estudantil e ainda estabeleceu como ocorrerá o processo, “serão escolhidos por voto direto e secreto dos alunos das unidades”, disse.
O ano letivo de 2016 começou nesta segunda-feira (15) complicado para os estudantes da rede estadual de São Paulo. Algumas escolas estampavam nas portas cartazes, dizendo que no local não havia merenda: “Solicitamos aos seus filhos que tragam lanche” .