O tribunal argentino reconheceu nesta quinta-feira (14) que a Igreja Católica no país esteve implicada nos crimes da junta militar que governou a Argentina de 1976 a 1983.
Um médico militar reformado, condenado a 15 anos de pena por sua atuação como obstetra da Esma (Escola de Mecânica da Armada), maior centro clandestino de prisão e tortura da ditadura argentina, Jorge Luis Magnacco, teve prisão domiciliar revogada nesta terça-feira (5), após ter sido visto caminhando pelas ruas de Buenos Aires.
A julgar pela forte presença de câmeras de televisão e meios impressos britânicos e internacionais na coletiva de imprensa que Héctor Timerman concedeu na embaixada argentina em Londres, o tema Malvinas está outra vez no centro da atenção pública.
“É necessário, para quem deseja um mundo mais justo, no qual o direito se imponha sobre a prepotência militar, que redobremos esforços para que o Reino Unido retome as negociações [pela soberania das Malvinas]”, destacou o Ministro de Relações Exteriores Héctor Timerman durante o encontro com políticos, acadêmicos, escritores e jornalistas de 18 países europeus que entre esta quarta (6) e quinta-feira debaterão sobre a questão das Ilhas Malvinas, em Londres.
Durante sua estadia em Londres, onde se reúne com representantes de vários países que apoiam o diálogo pela soberania das Ilhas Malvinas, o chanceler argentino, Héctor Timerman, considerou que a consulta que os colonos farão em março para determinar o status político “tem o espirito de uma campanha publicitária” que “não tem valor legal".
O governo argentino e a Associação de Supermercados Unidos do país assinaram esta semana um acordo de congelamento dos preços até o início de abril. Redes nacionais e internacionais de supermercados presentes em diversas províncias do país, como Carrefour, Walmart, Jumbo, Disco e Coto se comprometeram nesta segunda-feira (04) a aderir à medida.
“Viemos para a Inglaterra para demonstrar que a Argentina é um país pacífico e democrático”, expressou o chanceler Héctor Timerman ao chegar em Londres, onde participará a partir desta terça-feira (5) de um encontro com parlamentares britânicos.
O ministro das Relações Exteriores da Argentina desistiu nesta semana das conversações com o britânico William Hague sobre o futuro das Ilhas Malvinas, depois de descobrir que os representantes do governo das ilhas também compareceriam. A Argentina não reconhece como legítimo este governo.
Argentina e Irã chegaram a um acordo para a investigação sobre um ataque a bomba em um centro judeu que matou 85 pessoas em Buenos Aires há 19 anos. O acordo prevê o estabelecimento de uma “comissão da verdade” liderada por juristas “com altos padrões morais e prestígio legal” para investigar o pior ataque na Argentina.
Durante o ano de 2012 a Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF), indentificou 63 corpos de pessoas desaparecidas, que foram descobertos em tempos e lugares diferentes, em valas comuns ou nos terrenos dos quase 500 centros clandestinos de detenção que funcionaram durante a última ditadura militar (1976-1983). Outros restos apareceram enterrados em cemitérios como NN (desconhecidos).
Por Stella Calloni, no La Jornada
Nos próximos dias 11 e 12 de março, os habitantes das ilhas argentinas ocupadas pela Grã-Bretanha responderão “sim” ou “não” para a pergunta “Deseja que as ilhas conservem seu estado político atual como um território ultramarino do Reino Unido?”, segundo confirmou o Conselho Executivo pró-britânico que governa essa parte do arquipélago.
O vice-presidente argentino, Amado Boudou, declarou que, “enquanto muitos falam ou projetam com velocidade suas competências políticas pessoais, este governo atende às necessidades dos 40 milhões de argentinos com políticas públicas”. As afirmações foram feitas durante sua visita ao Porto Guaçu, em Missione, onde inaugurou as instalações de emergência do hospital “Marta Schwarz".