A justiça argentina realizou uma operação na casa do ex-ditador Jorge Videla e de outros ex-chefes da ditadura militar (1976-1983) e recolheu documentação classificada como secreta que pode ser útil em causas de violação aos direitos humanos, informou neste domingo (29) a imprensa local.
É necessário formatar uma matriz produtiva regional, especialmente entre Brasil e Argentina, na qual o custo da energia facilite uma proteção efetiva da produção independente das oscilações cambiais. Um trabalho comum entre YPF e Petrobras na produção e extração de petróleo off shore no Atlântico pode ser um passo importante nessa direção
Por Mario E. Burkún (*)
Movimentos sociais, políticos e sindicais argentinos convocaram para esta sexta-feira (27) no estádio Vélez Sarsfield um ato de massas em apoio ao projeto nacional e popular da presidente Cristina Fernandez de Kirchner.
A cobertura que a mídia brasileira tem feito da recente reestatização da YPF (Yacimientos Petrolíferos Fiscales), maior empresa de hidrocarbonetos da Argentina, está mais a serviço da Repsol e da Espanha do que a serviço do leitor brasileiro, que merece informação acurada, e que não brigue com os fatos.
Por Dr. Rosinha e Marcelo Zero*
A Junta Diretora do Parlamento Latino-Americano (Parlatino) aprovou nesta terça-feira (23) uma resolução em apoio ao governo da Argentina à decisão de expropriar a petrolífera YPF, administrada pela Repsol. No texto, os parlamentares do grupo que representa 23 países da região argumentam que a medida se baseou na soberania nacional e no respeito aos interesses da população argentina. Apenas os representantes do México e de Saint Martin não apoiaram a medida e se abstiveram da votação.
A decisão do governo argentino, de re-nacionalizar a YPF, antiga empresa estatal de petróleo e gás, foi recebida na mídia internacional com brados de ultraje, ameaças, presságios de tormenta e ruína e até xingamentos.
Por Mark Weisbrot, no The Guardian
Pesquisas divulgadas neste final de semana na Argentina revelam que a decisão tomada pelo governo de Cristina Kirchner, de expropriar 51% das ações da YPF, é apoiada por ampla maioria no país. Os números variam de acordo com o instituto de pesquisa.
Inegavelmente, a América Latina vive um momento de profunda transformação. Apesar de vários problemas e incongruências ainda vigorarem, a época atual é marcada pela ascensão social, pela mudança de postura frente aos seus colonizadores.
Por José Jonathas Pereira*
A Argentina se colocou novamente sob a mira do Norte, do "bom senso" que emana de Washington e Nova York, e decidiu retomar o controle do Estado sobre a YPF, a grande empresa petroleira do país que estava sob o controle de uma empresa espanhola. O governo espanhol está indignado, a empresa protesta, ambos juram que tomarão medidas jurídicas para defender seus interesses.
Por Luiz Carlos Bresser-Pereira*, na Folha de S. Paulo
Seis dias antes de a cúpula militar argentina dar o golpe de Estado que derrubou María Estela Martínez Cartas de Perón, o pianista brasileiro Tenório Jr., que acompanhava Vinícius de Moraes e Toquinho em uma turnê por Buenos Aires, saiu para comprar cigarros e remédios e não voltou mais. "Acredito que a Comissão da Verdade possa ser um caminho para esclarecer este caso. A dúvida que paira sobre o assunto não combina com um Estado Democrático", diz Toquinho, em entrevista.
No livro "Disposición Final", o ex-ditador Videla não dá nomes, não menciona empresas. Mas a Argentina conhece bem o papel de grupos multinacionais – Mercedes Benz, Fiat, bancos – e sabe da ação tanto de grandes grupos de comunicação, como o Clarín e o La Nación, que na base da chantagem e da ameaça se apoderaram da empresa Papel Prensa. Algum dia, chegará a vez de esclarecer o enredo de cumplicidade entre poder econômico e ditadura, entre capital e terrorismo de Estado.
Por Eric Nepomuceno*
No livro "Disposición Final", o ex-ditador Videla não dá nomes, não menciona empresas. Mas a Argentina conhece bem o papel de grupos multinacionais – Mercedes Benz, Fiat, bancos – e sabe da ação tanto de grandes grupos de comunicação, como o Clarín e o La Nación, que na base da chantagem e da ameaça se apoderaram da empresa Papel Prensa. Algum dia, chegará a vez de esclarecer o enredo de cumplicidade entre poder econômico e ditadura, entre capital e terrorismo de Estado.
Por Eric Nepomuceno*