Merece destaque o elemento pedagógico de várias decisões adotadas pelo governo argentino nos últimos anos, em geral recebidas com desconfiança e surpresa pela grande imprensa, por caminharem na contracorrente de tudo aquilo que recomenda a “boa norma” ditada pelas elites locais e internacionais.
Por Paulo Kliass*
A nacionalização do petróleo na Argentina, a liderança de Chávez nas eleições presidenciais da Venezuela, a proclamação do Estado da Palestina pela Organização das Nações Unidas (ONU) e a soberania da Síria e Irã. Em defesa dessas bandeiras, a Comissão Política Nacional (CPN) do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) produziu três documentos importantes que devem ser divulgados e utilizados como orientação pela militância comunista na luta pela paz e contra as guerras imperialistas.
O Brasil e a Argentina, sendo os dois maiores países da América do Sul, têm sido alvos preferenciais do domínio euro-americano em nosso continente. A Argentina, sob Cristina Kirchner, depois de anos desastrados de ditadura militar, e do governo caricato e neoliberal de Menen, se confronta com Madri, ao retomar o controle de suas jazidas de petróleo que estava com a Repsol.
O ministro de Planejamento Federal, Investimento Público e Serviços da Argentina, Julio de Vido, chegou nesta sexta-feira (20) no Brasil para participar de reuniões com o ministro de Minas e Energia brasileiro, Edison Lobão, e com a presidente da Petrobras, Graça Foster, na sede do ministério em Brasília.
É o cúmulo do absurdo que o Parlamento Europeu, que reúne representantes do povo, se preste a votar uma resolução contra a Argentina, em defesa dos interesses de uma multinacional. O mesmo parlamento que nada faz para denunciar as empresas do Velho Continente que investiam seus capitais em países amordaçados por regimes assassinos que jogavam seus povos no poço da repressão, corrupção e pobreza. O artigo é de Eduardo Febbro, direto de Paris para a Carta Maior.
A Espanha busca apoio dos Estados Unidos para planejar uma possível represália conjunta contra a decisão soberana da Argentina de expropriar as ações da petroleira YPF, filial da multinacional ibérica Repsol, passando 51% das ações para o poder argentino.
E o ex-ditador Jorge Rafael Videla abriu o jogo ao admitir que a ditadura que comandava matou entre sete e oito mil pessoas. Elas estavam presas ou sequestradas e, nas palavras do militar, “para não provocar protestos dentro e fora do país”.
Por Mário Augusto Jakobskind*, no Direto da Redação
Cristina Kirchner anunciou um projeto para reestatizar a YPF que foi entregue de “graça” e numa bandeja para os espanhóis naqueles anos em que Ménen e Fernando Henrique Cardoso disputavam quem era o mais “brother” de Clinton. O tema rendeu até uma capa de revista semanal que me recuso a escrever o nome.
Por Renato Rovai*
O Senado argentino aprovou, nesta quarta-feira (18), o projeto de lei que expropria 51% das ações da companhia petrolífera YPF, controlada pela espanhola Repsol. O debate seguirá para a Câmara dos Deputados. De acordo com o senador Aníbal Fernández, será enviado ao Executivo um documento para que também o gás seja expropriado no mesmo modelo da YPF.
A perspectiva de recuperar o controle sobre a estratégica petroleira YPF permite hoje aos argentinos mirar um futuro com mais esperança e pujança, opinou o vice-presidente do país, Amado Bordou.
Multinacionais enriqueceram às custas dos países latino-americanos devastadas pelo neoliberalismo
Por Ricardo Aronskind (*)
A nacionalização da Yacimientos Petrolíferos Fiscales é uma excelente notícia para a América Latina. Recoloca o Estado argentino no controle do instrumento básico de sua soberania no setor petrólifero, sua grande empresa da área.
Por Haroldo Lima*