A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou nesta segunda-feira que seu governo pretende aumentar para 51% o capital público da petrolífera argentina, tornando a YPF uma empresa de capital predominantemente público e assumindo o controle gestionário da empresa.
A Câmara dos Deputados da Argentina, formada por 257 parlamentares, analisa nesta quarta-feira (18) a inclusão, no Código Penal, como crime grave, o assassinato de mulheres com as quais o acusado mantém ou manteve relação afetiva.
O ditador argentino Jorge Rafael Videla admitiu que matou "sete ou oito mil pessoas" durante a ditadura. Friamente, o ditador, hoje preso, afirmou que as vítimas estavam detidas ou sequestradas e que fez desaparecer seus restos "para não provocar protestos dentro e fora do país". "Cada desaparição pode ser entendida certamente como a maquiagem, ou dissimulação de uma morte", diz Videla em um livro do jornalista argentino Ceferino Reato. O artigo é de Francisco Luque, na Carta Maior.
Em oposição aos preços cobrados pelos combustíveis da petrolífera YPF, o governo da presidente Cristina Kirchner enviou ao Congresso argentino nesta quinta-feira (12) um projeto de lei que estabelece a retomada de 50,01% dos ativos da companhia.
União de de Trabalhadores de Imprensa de Buenos Aires (UTPBA) lidera mobilização contra ataque a direitos como salários congelados, desconhecimento dos direitos sindicais e trabalhistas e, sobretudo, o escasso interesse em regularizar os contratos dos jornalistas terceirizados, frutos da flexibilização trabalhista, e dentro de uma lógica empresarial presente em praticamente todos os meiosde comunicação.
Por Francisco Luque, de Buenos Aires
Há várias semanas, as matérias jornalísticas dos principais periódicos argentinos estão sendo publicadas sem assinatura. A razão é que os trabalhadores da imprensa argentinos, aglutinados na UTPBA, estão desenvolvendo uma série de medidas de força contra o que consideram o “assédio patronal e o aniquilamento de seus direitos adquiridos por parte dos donos dos meios de comunicação”.
Por Francisco Luque*
Se, na economia, o Brasil é o gigante da América do Sul, no terreno da busca da Verdade, da Justiça e da Memória, a Argentina é a referência principal com uma história de busca da verdade, construção da justiça e reconstrução da memória.
O secretário de Direitos Humanos da Argentina, Eduardo Luis Duhalde, conhecido por sua atuação em defesa das vítimas da repressão naquele país durante e depois o período ditatorial (1976-1983), morreu nesta terça-feira (03) aos 72 anos em Buenos Aires.
Hoje, completam-se 30 anos do conflito no Atlântico Sul. A Argentina toda homenageia com dor a memória dos caídos no enfrentamento e a usurpação sofrida já há 180 anos por parte de uma potência colonial extrarregional. A presença dessa potência não só fere a integridade territorial argentina, mas também a identidade da América Latina.
Por Luis María Krecler*, na Folha de S. Paulo
As Malvinas são argentinas. Ao menos para um grupo, formado principalmente por veteranos de guerra, que cruza o país tentando chamar a atenção da população para sua causa. No dia 15 de março, 26 pessoas partiram de La Quiaca – uma pequena cidade ao norte da Província de Jujuy, que faz fronteira com a Bolívia-.
Em declaração à imprensa argentina, neste sábado (31), a deputada nacional Mara Brawer, frisou as várias manifestações de luta pela soberania sobre as Ilhas Malvinas e destacou que esta é a contribuição que a Argentina faz ao mundo para pôr fim ao colonialismo.
Um grupo de 24 ex-membros da ditadura argentina começará a ser julgado nesta quarta-feira (28) em Neuquén, acusados de delitos de lesa-humanidade cometidos em uma prisão ilegal dessa província do sul do país.