Associação de Funcionários do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (AFBNDES) lançou o site ‘Precisamos Falar sobre o BNDES’, que pretende explicar questões sobre o banco que começaram a surgir em razão das investigações contra a JBS, e também protestar contra medidas do governo de Michel Temer em relação ao banco.
Presidente oferece renegociação de dívidas dos estados com o banco para obter apoio político e enfrentar possível denúncia de Janot. “É inaceitável usar o BNDES para esse fim”, avalia João Sicsú.
No último dia 26, a presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, anunciou a sua renúncia, encerrando um período de quase um ano no comando da instituição. O período em que a presidente esteve à frente do Banco foi marcado por muitas contradições, que a levaram a uma situação insustentável e que culminou no seu pedido de demissão.
Por Thiago Mitidieri*
A mudança no comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é ”cosmética” e não deve implicar em alteração na orientação geral do banco. A avaliação é do economista José Celso Cardoso. Para ele, a instituição não irá recuperar seu papel de protagonista no desenvolvimento do país. E o novo presidente terá que lidar com a contradição de conciliar o discurso liberal do governo com as pressões do empresariado, que quer financiamento do Estado para seus projetos.
Em meio ao processo de debandada dentro do governo Michel Temer, a presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia Bastos Marques pediu demissõa do cargo, nesta sexta-feira (26). De acordo com a coluna de Ancelmo Gois, em O Globo, ela comunicou a renúncia em carta enviada aos funcionários, na qual alegou "razões pessoais".
O ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, divulgou uma nota, nesta quarta (17), em resposta à reportagem publicada no site da revista Piauí, que trata das relações do banco com a JBS durante a sua gestão. “O relacionamento do BNDES com a empresa obedeceu aos mesmos critérios técnicos e impessoais aplicados a todos os clientes da instituição”, assegura Coutinho.
Na sexta-feira (31), em uma entrevista coletiva de seu presidente, Ilan Goldfajn, o Banco Central anunciou que o governo vai promover a “modernização da remuneração do BNDES”. Em verdade, foi anunciado uma despedida, um claro e direto aceno: “Adeus ao BNDES”.
Quem critica o custo para o Tesouro das linhas de financiamento do banco público nunca menciona o impacto fiscal das absurdas taxas de juros do Brasil.
Por Pedro Paulo Zahluth Bastos
Como o governo Temer ensaia desmantelar um dos maiores bancos de fomento do mundo.
Por Renan Truffi *
Dados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgados na última terça (31) mostram uma redução de 35% no volume de crédito concedido pela instituição em 2016. Para o economista Guilherme Delgado, o encolhimento do principal banco de desenvolvimento do país é “preocupante” e torna “ainda mais difícil” a retomada do crescimento econômico. “A realidade da recessão não se acabou e vai se aprofundar com esse tipo de austericídio”, avalia.
Os números divulgados agora à tarde pelo BNDES são trágicos quanto à perspectiva de retomada do investimento e, portanto, da própria atividade econômica no país.
Por Fernando Brito
Circula no BNDES um e-mail assinado pela Associação dos Funcionários do banco de fomento que denuncia o "desmantelamento" da instituição a partir de decisões nada democráticas que serão adotadas pela diretoria empossada a partir da ascensão de Michel Temer (PMDB) ao poder.