Sessenta e seis por cento dos empresários reduziriam investimentos estimados para os próximos dois anos com a mudança na metodologia de cálculo da taxa de juros para empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O dado é de um levantamento realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), apresentado nesta terça-feira (8).
A mudança no cálculo da taxa de juros para empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é “inadequada” e vai representar um “retrocesso nos investimentos”. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), João Carlos Marchesan. Ele avalia que a alteração proposta pelo governo pode levar “à redução substancial do papel do BNDES como banco de fomento” e “ a um aumento da desindustrialização no país”.
Proposta em tramitação no Congresso pode encarecer o financiamento de longo prazo, inviabilizando o investimento produtivo no país. Nesse sentido, a medida pode ter impactos sobre o crescimento da economia, a competividade das empresas, a produtividade, os empregos e os salários.
Por Joana Rozowykwiat
Sistemática da MP 777, que tramita em comissão mista no Congresso, vai encarecer o financiamento de longo prazo do banco de fomento, afetar investimentos, emprego e agricultura familiar.
Nos últimos meses, o governo brasileiro não apenas está tomando medidas temerárias do ponto de vista estratégico como também o está fazendo na contramão do mundo, em um momento em que o nacionalismo e o Estado se fortalecem, como reação à globalização, até mesmo pelas mãos da extrema direita, nos países mais desenvolvidos.
Por Mauro Santayana
Mudar as regras de financiamento do banco é um salto no escuro e não vai, por si, estimular a participação do setor privado no crédito de longo prazo.
Por Ricardo Carneiro*
O senador Lindbergh Farias (RJ), líder do PT na Casa, rebateu os argumentos usados pelo governo Michel Temer para defender a nova taxa de referência para empréstimos do BNDES, a Taxa de Longo Prazo (TLP).
Sob a justificativa do aumento da inadimplência, as instituições financeiras estão dificultando o acesso das pequenas empresas ao empréstimo do BNDES. Os bancos afirmam que o calote na linha mais barata quadruplicou nos dois últimos anos.
No vídeo que o Vermelho reproduz abaixo, Marco Antônio Villa é surpreendido na Jovem Pan pelo novo presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, que, apesar de ser um economista liberal, dá uma aula sobre o banco e quebra vários preconceitos e mitos sobre o funcionamento da instituição.
Na próxima segunda-feira (17), a Associação dos Funcionários do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (AFBNDES) vai realizar uma mobilização contra a Medida Provisória que cria uma nova de juros para o banco, a Taxa de Longo Prazo (TLP).
Por meio de nota, a Associação de Funcionários do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) afirma que os técnicos do BNDESPAR não podem ser responsabilizados por eventuais prejuízos na operação com o frigorífico Independência, já que eles “cumpriram com as normas vigentes para conceder o aporte”.
Por meio de nota, a Associação dos Funcionários do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (AFBNDES) se disse surpresa com o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para que o Tribunal de Contas da União (TCU) avalie a possibilidade de decretar a indisponibilidade de bens dos responsáveis pelas operações da JBS com o BNDES.