A disputa presidencial entre o ex-presidente Eduardo Frei e o milionário de direita Sebastián Piñera já terminou oficialmente e, nesta sexta (15) começam as 48 horas de reflexão para cerca de sete milhões de eleitores chilenos. Os discursos e campanhas se encerraram ontem, conforme à lei eleitoral, e agora só resta meditar sobre o voto que um eleitorado dividido quase ao meio depositará no domingo (17).
A três dias das eleições no Chile, uma pesquisa sobre intenções de voto publicada no jornal La Tercera mostra que a disputa entre os dois candidatos será apertada até o último momento. Os dados deixam claro que o governista Eduardo Frei vem ganhando espaço e anima a sua coalizão, que até então aparecia em desvantagem. A sondagem detecta um empate técnico. O empresário e candidato da direita, Sebastián Piñeira (Alianza), aparece com 50,9%, enquanto o esquerdista Frei abtém 49,1%.
O deputado e postulante derrotado à presidência do Chile, Marco Enríquez-Ominami, anunciou nesta quarta-feira (13) que votará no candidato governista, Eduardo Frei, no segundo turno das eleições, no próximo domingo.
A presidente do Chile, Michelle Bachelet, inaugurou nesta segunda-feira (11) o Museu da Memória e dos Direitos Humanos, em homenagem aos que foram torturados, assassinados ou desapareceram durante o governo de Augusto Pinochet. A ideia é documentar e não deixar esquecer uma das piores ditaduras da América Latina, que durou de 1973 a 1990.
Os candidatos à presidência do Chile, Eduardo Frei e Sebastián Piñera, protagonizaram o único debate do segundo turno. O representante da Concertação destacou conquistas da aliança de esquerda e o aspirante opositor pediu que lhe deem a oportunidade de governar.
O empresário Sebastián Piñera, candidato opositor à presidência do Chile, mantém uma vantagem de cinco pontos em relação ao governista Eduardo Frei a oito dias do segundo turno das eleições, marcado para o dia 17.
Após uma pausa por causa das festas natalinas, os dois candidatos presidenciais chilenos, o governista Eduardo Frei e o opositor Sebastián Piñera, entram a partir desta segunda-feira na reta final da campanha da eleição que apontará, no dia 17, o sucessor de Michelle Bachelet.
A direita unida ganha do progressismo disperso. Mas o progressismo unido vence a direita unida. Esta parece ser a ideia central da nova estratégia eleitoral do candidato governista chileno, Eduardo Frei. A 25 dias do enfrentamento definitivo nas urnas com o candidato presidencial direitista, Sebastián Piñera, seu comando eleitoral redelineou sua campanha visando atrair urgentemente os votos capazes de cobrir a vantagem do milhonário empresário.
Por Jorge Luna, para a Prensa Latina*
A executiva nacional do PT distribuiu nota em apoio à candidatura de Eduardo Frei, da Concertación, para a eleição à Presidência do Chile no próximo 17 de janeiro. Candidato das forças progressitas e de esquerda, Frei disputará o segundo turno contra Sebastián Piñera, representante da direita.
Na entrada do Museu Nacional de História de Santiago do Chile, uma placa de mármore branco lembra que o edifício foi inaugurado em setembro de 1982 pelo general Augusto Pinochet, na época chefe da junta militar que dirigia o país. Dentro do prédio, a sala mais recente (e uma das mais apertadas) é dedicada ao presidente Salvador Allende, deposto por essa mesma junta em 11 de setembro de 1973, após três anos no poder.
O candidato a presidente do Chile pela coalizão governista Concertación, Eduardo Frei, lançou ontem sua campanha para o segundo turno das eleições e disse que o pleito será uma "disputa valorosa".
Frei conseguiu 29% dos votos na primeira etapa do processo eleitoral, realizada no dia 13. O candidato mais bem colocado foi o opositor Sebastián Piñera, da Coalizão pela Mudança, que angariou 44% das preferências. Os dois voltam a se enfrentar nas urnas no dia 17 de janeiro.
Atual secretário-geral do Partido Comunista chileno e recém eleito deputado, Lautaro Carmona indica que um eventual governo do milionário da direita Sebastián Piñera irá aprofundar a política neoliberal. E que o candidato governista Eduardo Frei deve propor "direções claras e novas" se quiser ganhar no próximo dia 17 de janeiro.