Em 1886, manifestações de trabalhadores agitaram a cidade de Chicago, nos Estados Unidos, a partir do dia 1º de maio. A repressão que se seguiu provocou a morte de mais de 15 sindicalistas, sendo que outros cinco foram condenados à morte pela Justiça de então. A manifestação que reuniu milhares de trabalhadores e teve uma repressão tão dura da polícia trazia uma reivindicação considerada, à época, absurda: a jornada de 8 horas diárias de trabalho.
Por Rubens Jr*
O Dia do Trabahador foi comemorado em tom grave. Mais de 5 mil trabalhadoras e trabalhadores organizados por seus sindicatos foram às ruas garantir a luta pelos direitos trabalhistas.
Em pronunciamento na última quinta-feira (30/04), o vereador Evaldo Lima (PCdoB) destacou a história de luta dos trabalhadores pelos seus direitos, e fez alusão às comemorações do dia 1° de maio. O parlamentar pontuou sobre as conquistas e ressaltou a luta dos movimentos sociais contra o PL 4330, que dispõe sobre a terceirização.
Milhares de trabalhadores participaram, na manhã desta sexta-feira, de grande manifestação pelo 1º de Maio em Fortaleza. Participantes como o deputado federal Chico Lopes, militantes e lideranças do PCdoB e associados e líderes sindicais filiados à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) estiveram na linha de frente, reforçando a luta contra o PL 4330, da terceirização e da precarização das relações de trabalho, e defendendo os direitos trabalhistas e a presidenta Dilma.
O Dia do Trabalhador foi marcado por unidade e luta pela democracia no ato das centrais sindicais realizado na capital paulista nesta sexta-feira (1º/5). A CTB, a CUT e a Intersindical, junto a movimentos sociais e partidos políticos, reafirmaram a unidade e a disposição para agir como uma Frente Democrática em defesa do desenvolvimento nacional. Os trabalhadores mostraram que unidos são mais fortes para lutar pela garantia dos direitos já conquistados pela população.
O ex-presidente Lula participou, nesta sexta-feira (1º/5), do ato em comemoração ao Dia do Trabalhador realizado no Vale do Anhangabaú, em São Paulo e deu um recado à direita que não aceitou o resultado das urnas. “Eles tem que saber que se tentarem derrubar a Dilma vão mexer com milhões de brasileiros trabalhadores”, afirmou. A atividade foi organizada pelas centrais sindicais CTB, Cut e Intersindical e contou com a participação de movimentos sociais e dos partidos PCdoB, PT, PCO e Psol.
Milhares de trabalhadores participaram, na manhã desta sexta-feira, de grande manifestação pelo 1º de Maio em Fortaleza. Participantes como o deputado federal Chico Lopes, militantes e lideranças do PCdoB e associados e líderes sindicais filiados à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) estiveram na linha de frente, reforçando a luta contra o PL 4330, da terceirização e da precarização das relações de trabalho, e defendendo os direitos trabalhistas e a presidenta Dilma.
Essa data comemorativa (mas, ao mesmo tempo de conscientização e luta), foi instituída em junho de 1891, em Bruxelas, durante o 2º Congresso da Segunda Internacional. Foi uma homenagem à luta dos trabalhadores de todo o mundo, simbolizada pelas históricas manifestações de trabalhadores norte-americanos, que em 1886, em Chicago, iniciaram uma greve geral no dia 1º de maio, por melhores salários e condições de trabalho, tendo como principal bandeira a redução da jornada de 13 para 8 horas.
Na defesa dos direitos trabalhistas, as centrais sindicais e os movimentos sociais estão organizando para o Dia do Trabalhador, nesta sexta-feira (1º/5), manifestações em todo o país. Uma das principais bandeiras é pela rejeição do PL 4330, conhecida por lei da terceirização, que já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e está em tramitação no Senado.
O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) conclama os trabalhadores brasileiros a se dirigirem a um local que rememora o 1º de Maio, nesta sexta-feira, “para reafirmar os direitos que estão ameaçados.” Segundo o parlamentar, esse Dia do Trabalhador promete ser dos mais agitados “porque há uma ameaça aos direitos dos trabalhadores como há muito tempo não se verificava”, em referência a aprovação na Câmara dos Deputados do projeto da terceirização.
Diante de uma conjuntura que revela o avanço das forças conservadoras no Congresso Nacional, os comunistas se preparam para um grande ato, amplo e unificado, em defesa da democracia, da Petrobrás, dos direitos sociais e trabalhistas, da soberania e pela reforma política democrática, com o fim do financiamento empresarial de campanha eleitoral.
A UJS vem mobilizando toda sua militância para os grandes atos que acontecerão em todo o Brasil em função do Dia do Trabalhador, na próxima sexta-feira (1º/5). Este ano a entidade aproveita a data para intensificar a luta em defesa da juventude trabalhadora que será diretamente atingida pelo Projeto de Lei que permite a terceirização irrestrita do trabalho.