A economista Patrícia Costa, do Dieese, revela que a reajustes salariais não repõem inflação, fazendo o trabalhador perder poder de compra. Em maio de 2021, o comprometimento do salário era de 54,84%.
Altas mais expressivas ocorreram em Campo Grande e Porto Alegre
Se a situação econômica geral é negativa, o Dieese destaca como o baixo crescimento econômico afeta em específico os trabalhadores, principalmente devido à inflação
Apenas 14% das campanhas salariais concluídas em março tiveram aumento real
“É preciso garantir que os importadores e os produtores nacionais não aproveitem o momento, com redução do valor do imposto, e aumentem sua margem de lucro”, diz economista e técnico do Dieese na FUP.
Em 42% dos reajustes de salários, o aumento ficou abaixo da inflação do período – ou seja, houve arrocho salarial
Cálculo é feito pelo Dieese, com base na cesta básica mais cara do país e deve bancar despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência de uma família com 4 pessoas.
As altas mais expressivas ocorreram em Brasília (6,36%), Aracaju (6,23%), João Pessoa (5,45%), Fortaleza (4,89%) e Goiânia (4,63%)
Valor vai se distanciando do ideal, desde que Bolsonaro acabou com a política de valorização do salário mínimo implantada pelo governo Lula.
Supervisora do Dieese aponta que aumento no valor da cesta básica em 17 capitais ao longo de 2021 está diretamente relacionado ao modelo agro-exportador e ao abandono dos estoques reguladores de alimentos
Preços dos alimentos básicos, principalmente os que são commodities, seguiram elevados em 2021
Quando assumiu a Presidência, o valor da cesta básica correspondia a 46,59% do salário mínimo e um trabalhador de São Paulo precisava de um total de 102h50 para adquirir os alimentos básicos para a sobrevivência de um adulto. Três anos depois, a cesta já custa o equivalente a 59,52% e a sua aquisição demanda uma jornada de trabalho de 128h20, ou seja, de 25h30 a mais.