Em nota, o Partido Comunista Egípcio saúda a deposição do governo de Mohamed Mursi, faz um apelo para as massas se manterem nas ruas e pede a redação de uma nova constituição democrática para o país. Leia a íntegra
Por meio de um comunicado lançado nesta segunda-feira (8), o presidente do Partido da Conferência Egípcia e ex-secretário geral da Liga Árabe, Amr Musa, insistiu na necessidade de formar um governo de transição no país.
O regime israelense e o Exército egípcio têm investido na coordenação securitária e militar, sobretudo na península do Sinai e nos túneis entre o Egito e a Faixa de Gaza. O ministro da Defesa Abdel Fattah Al-Sisi, que tirou o presidente egípcio Mohammed Mursi do poder, representa o Exército na coordenação com Israel, de acordo com informações desta segunda-feira (8), do portal Middle East Monitor, que também relatou a morte de 34 manifestantes durante as orações islâmicas no domingo (7).
O político liberal e vencedor do prêmio Nobel da Paz, Mohamed ElBaradei,foi cogitado para assumir o cargo de primeiro-ministro interino do Egito.
Depois da morte de pelo menos 30 pessoas em confrontos ocorridos nesta sexta-feira (5), o presidente interino do Egito, Adly Mansur, se reuniu neste sábado (06) com o ministro da Defesa e chefe das Forças Armadas, general Abdel Fatah al-Sisi, e com o ministro do Interior, Mohammed Ibrahim, segundo a agência de notícias estatal Mena.
Choques sangrentos entre dezenas de milhares de opositores e partidários do destituído presidente do Egito, Mohamad Mursi, em todo o país árabe, deixaram 30 mortos e 318 feridos.
O Exército do Egito se prepara para protestos em massa de apoiantes do presidente deposto Mohamed Mursi. Na quinta-feira (4), o comando das Forças Armadas do país prometeu abster-se de medidas repressivas contra os manifestantes, se suas ações forem pacíficas. Mas os adversários da mudança de governo no Egito revelam ânimos bastante agressivos.
Por Natalia Kovalenko, na Voz da Rússia
A União Africana suspendeu o Egito de todas as suas atividades após a destituição do presidente Mohammed Mursi, de acordo com informações publicadas nesta sexta-feira (5) por uma fonte oficial da organização. O seu Conselho de Paz e Segurança “decidiu suspender a participação do Egito das atividades da UA até que seja restituída a ordem constitucional”, de acordo com a declaração oficial.
O mundo assistiu, desde domingo, àquilo que a BBC de Londres chamou de “a maior manifestação de massas da história da humanidade ocorrida em um só dia em um país”. Pura verdade. O Egito assistiu no domingo, 30 de junho, a 17 milhões de pessoas nas ruas. E nesta quarta, 3 de julho, foram 30 milhões. E esse que é o maior país árabe, possui 82 milhões de habitantes. Grosso modo, podemos dizer que 36% de sua população saíram às ruas para pedir o fim do governo de Mohamed Mursi.
Por Lejeune Mirhan*
O líder do Partido Republicano do Povo da Turquia (CHP), Kemal Kiliçdaroglu, disse que o primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan deve aprender com o ocorrido no Egito, embora tivesse manifestado a sua insatisfação com a destituição do presidente egípcio Mohammed Mursi pelo Exército, nesta quinta-feira (4). A Turquia também vem sendo palco de protestos antigovernamentais desde o fim de maio.
O presidente destituído do Egito, Mohammed Mursi, foi transferido ao Ministério da Defesa e separado dos assessores com que estava detido em um quartel da Guarda Republicana no Cairo, capital do país norte-africano, segundo um comunicado emitido nesta quinta-feira (4) pela Irmandade Muçulmana. Na quarta (3), após destituir Mursi, o Exército nomeou o presidente do Tribunal Constitucional Supremo, Adli Mansur, para a presidência interina do Egito.
O ministro da Defesa do Egito e comandante das Forças Armadas, Abdeh Fattah al-Sissi, acaba de declarar que está suspensa a Constituição do país. O presidente Mohamed Mursi foi deposto depois de o Exército dar um ultimato há dois dias.