Dezenas de milhares de egípcios saíram às ruas nesta quarta-feira (3), quando terminou o controverso ultimato emitido pelo exército para que o governo do presidente Mohammed Mursi achasse uma solução política para a crise no país; o presidente afirmou que manterá o seu governo mesmo que isso lhe custe a vida. Os egípcios preparam-se para ouvir as declarações do exército a qualquer momento, ainda nesta quarta.
Ao menos 16 pessoas perderam a vida e outras 200 ficaram feridas como consequência de um ataque perpetrado por homens desconhecidos contra os manifestantes pró e contra o governo do presidente Mohammed Mursi no Cairo, capital do Egito. O ataque foi realizado na noite desta terça-feira (2), na região da Universidade do Cairo, quando homens não identificados atacaram uma manifestação.
O ministro de Assuntos Exteriores do Egito, Mohamad Kamel Amr, apresentou a sua demissão, nesta terça-feira (2), em meio à crise política que o país árabe atravessa, poucas horas antes de o presidente Mohammed Mursi rechaçar o ultimato do Exército, feito nesta segunda (1º/7), para “satisfazer as demandas do povo” e demitir-se do governo. Kamel Amr soma-se ao grupo de ministros e outros responsáveis egípcios que já se demitiram neste domingo (30/6) e na segunda.
Um grupo de oito membros independentes da Chura, o conselho consultivo egípcio com funções legislativas, renunciou nesta segunda-feira (1º/7), em solidariedade com as forças de oposição, que exigem a demissão do atual presidente do país, Mohamed Mursi.
Quatro ministros egípcios abandonaram o gabinete do presidente Mohammed Mursi após a escalada de protestos no país árabe, informou nesta segunda-feira (1º/7) um alto funcionário do Governo. O ministro do Turismo, o do Meio Ambiente, o de Comunicação e Tecnologia e o de Assuntos Legais apresentaram as suas renúncias ao primeiro-ministro Hisham Qandil um dia depois de que protestos massivos foram registrados em todo o país contra Mursi, com a morte de 18 pessoas e centenas de feridos.
Milhares de egípcios saíram às ruas neste domingo (30/6) em várias cidades do país para pedir a demissão do presidente Mohammed Mursi. As manifestações, que têm sido massivas, foram se desenvolvendo de forma pacífica, até a caída da noite, momento em que foram registrados os primeiros incidentes graves.
O presidente egípcio Mohammed Mursi advertiu nesta quarta-feira (26) que as divisões políticas no Egito “ameaçam paralisar” o país, enquanto ao menos uma pessoa morreu e várias ficaram feridas nos confrontos entre seus opositores e apoiadores. Em um discurso televisionado para marcar o seu primeiro e turbulento ano no poder, Mursi disse: “O Egito enfrenta muitos desafios. A polarização alcançou uma fase que pode ameaçar a nossa experiência democrática e paralisar a nação”.
O primeiro-ministro do Iraque Nuri al-Maliki advertiu nesta terça-feira (18), à chefe de Relações Exteriores da União Europeia (UE), Catherine Ashton, que armar os grupos rebeldes que atuam na Síria significa destruir e desestabilizar o Oriente Médio. Ashton chegou para uma visita surpresa à capital iraquiana, Bagdá, para discutir “a cooperação e a coordenação entre o Iraque e a UE”, de acordo com um comunicado oficial.
Uma contagem regressiva já começou no Egito. Dia 30 de junho, a Irmandade Muçulmana comemora um ano de presidência de Mohamed Mursi. O resto dos egípcios se comprometeu com uma grande manifestação popular de rua pela queda do mesmo. O resultado previsto é uma confrontação certa.
Por Assad Frangieh*, no Oriente Mídia
Organizações islâmicas egípcias, lideradas pelo Partido Liberdade e Justiça (PLJ), convocaram uma passeata chamada Um Milhão em apoio ao presidente Mohamed Mursi, pressionado por uma crescente oposição laica e conflitos externos.
O presidente egípcio, Mohamed Mursi, considera que cumpriu várias promessas e outras não, devido à corrupção do governo anterior, mas negou que renuncie ainda que pressionado pela oposição, segundo declarações divulgadas nesta sexta-feira (7).
A passagem de Rafah tornou-se a principal linha vital conectando os residentes da Faixa de Gaza com o Egito e o mundo externo. A dependência de Gaza em Rafah aumentou depois de Israel ter destruído o único aeroporto no território, em 2002, durante a Segunda Intifada (levante palestino de resistência) e impôs restrições estritas sobre o movimento de indivíduos através da passagem de Erez, limitando o seu uso para casos humanitários e membros de organizações internacionais.