O comando militar do Egito deu nesta quinta-feira (25) um prazo de 48 horas para a Irmandade Muçulmana participar do programa de reconciliação nacional, num ultimato que também adverte das medidas drásticas que serão tomadas caso a organização recuse aceitá-lo.
O comando militar do Egito deu nesta quinta-feira (25) um prazo de 48 horas para a Irmandade Muçulmana participar do programa de reconciliação nacional, num ultimato que também adverte das medidas drásticas que serão tomadas caso a organização recuse aceitá-lo.
O Exército do Egito foi colocado nesta quarta-feira (24) mais uma vez em alerta, depois que o ministro de Defesa, o general Abdel Fattah el-Sissi, pediu manifestações populares contra a violência e o terrorismo.
Pelo menos seis pessoas morreram na manhã desta terça-feira (23) em confrontos entre simpatizantes e opositores do presidente egípcio deposto Mohamed Mursi, no Cairo, capital do Egito. As mortes elevam para dez o número de vítimas da violência nas últimas 24 horas. Os ataques desta manhã ocorreram perto da Universidade do Cairo.
Seis egípcios foram mortos e 11 ficaram feridos em diversos ataques de militantes na Península do Sinai, perto da fronteira com Israel e a Faixa de Gaza palestina, de acordo com informações médicas desta segunda-feira (22). As vítimas eram dois civis, dois oficiais do Exército e dois policiais, de acordo com a fonte, nos ataques realizados contra escritórios da polícia e postos de controle militar, nas principais cidades do norte da província, Rafah e El-Arish.
Um comitê jurídico com dez especialistas nomeados pelo presidente interino do Egito, Adly Mansour, iniciou neste domingo (21) os trabalhos para reformar a Constituição do país, suspensa no dia 3 de julho, quando as Forças Armadas destituíram o presidente Mohamed Mursi, após meses de protestos no país. Mansour, que era o presidente da Suprema Corte, foi nomeado pelo Exército para assumir interinamente o poder e prometeu eleições, em seis meses, após reformar a Constituição.
Quando em 2011 eclodiram as grandes manifestações no Egito, muitos foram os que se apressaram a rotular de “revolução” os acontecimentos. Para trás ficaram, escondidos dos holofotes midiáticos, anos de lutas do movimento sindical, dos agricultores, de muitos outros setores profissionais e de forças políticas progressistas.
Por Ângelo Alves, no Avante!
Milhares de partidários do presidente deposto do Egito, Mohamed Mursi, inundaram as ruas de diversas cidades do país nesta sexta-feira (19), criando um clima de expectativa e tensão diante da possível erupção de atos violentos.
As torcidas organizadas, militantes e fortemente politizadas, que tiveram papel crucial na derrubada do presidente egípcio Hosni Mubarak, na oposição ao governo militar pós-Mubarak e no mês passado, nas manifestações de massa contra o primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan são hoje a ausência mais eloquente nas dramáticas cenas no Cairo, na derrubada do presidente Mohammed Mursi e nos protestos que continuam, em menor escala, em Istambul.
Por James M. Dorsey*
A violência contida depois dos acontecimentos dos últimos dias pode estourar nesta segunda-feira (15) no Egito, pois partidários e rivais do deposto presidente Mohamed Mursi anunciam manifestações a favor e contra as autoridades provisórias, respectivamente.
A liderança palestina condenou, neste sábado (13), qualquer tentativa de “grupos terroristas” de violarem a soberania do Egito, especialmente no deserto do Sinai, onde o Exército egípcio tem combatido grupos armados com frequência. Na madrugada desta segunda-feira (15), ao menos três pessoas morreram e outras 17 ficaram feridas em um ataque de militantes contra um ônibus na região, de acordo com fontes egípcias.
O ministro da Defesa e comandante das Forças Armadas do Egito, general Abdel Fatah Al Sisi, afirmou nesta segunda-feira (15) que os militares não têm ambições políticas, e que a divisão do país provocou a intervenção. Segundo ele, o governo de Mohamed Mursi foi deposto, no começo deste mês, porque o “povo pediu”.