A Comissão Eleitoral do Egito anunciou, nesta quarta-feira (1º/01), que está confirmada, até o momento, a supervisão de seis organizações internacionais nas votações para a nova Constituição do país norte-africano. Uma comissão de mais de 50 membros, nomeados pelo governo interino de Adly Mansour, formulou o texto que será votado pelo povo egípcio, embora a preocupação com a violência da repressão às manifestações ainda seja urgente.
Um estudante morreu neste sábado (28) nos confrontos entre a polícia e apoiadores da Irmandade Muçulmana, que atearam fogo a um edifício da Universidade de Al-Azhar, no Cairo. O jovem, de 19 anos, foi baleado quando a polícia entrou no recinto universitário, segundo a mesma fonte.
Uma erupção de protestos islamistas nesta sexta-feira (27) em quase todo o Egito deixou dois mortos e vários feridos, entre eles quatro soldados, como informaram fontes oficiais.
Depois de o Governo Interino do Egito ter incluído a Irmandade Muçulmana na lista de organizações terroristas, o grupo anunciou um plano de protestos diários a partir de janeiro. O programa intitulado "Libertar, empoderar e manter a vontade popular" foi acordado no dia 24 de novembro e começará a ser executado de 4 a 25 de janeiro.
Nesta quinta-feira (26), uma bomba explodiu um ônibus no Cairo, deixando cinco feridos em estado leve e um em estado grave, como informou o Ministério do Interior. Outras duas bombas estavam instaladas na região e foram desativadas antes do acionamento. O atentado é o primeiro cometido contra civis desde que o exército derrubou ,em julho, o presidente islamita Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana.
Uma explosão de duas bombas em frente ao prédio da Direção de Segurança em Mansoura, no Egito, deixou 12 pessoas mortas e 130 feridas, como confirmaram autoridades locais.
O Movimento 6 de Abril (MJ6A) anunciou nesta segunda-feira (23) fim do apoio ao atual governo do Egito. Após organizar protestos públicos os líderes do movimento, Ahmed Maher, Mohamed Adel e ahmed Douma foram condenados a três anos de prisão e multa de 50 mil libras egípcias (aproximadamente US$7 mil).
Um balanço dos principais temas no Oriente Médio inclui, inevitavelmente, o papel dos Estados Unidos. Na retomada das negociações entre Israel e os palestinos – tratada separadamente pelo Vermelho –, no acordo nuclear com o Irã, no conflito na Síria e no uso de drones para ataques na Ásia Central, os EUA estão ativamente envolvidos nas questões de maior relevância na região, mas a análise sobre a sua decadência geopolítica também é abundante.
Por Moara Crivelente, da Redação do Vermelho
Com um apelo contra decisão judicial que impôs pena de banimento à Fraternidade Muçulmana, com confisco de todos os bens da organização, derrubado pelo Tribunal na 4ª-feira passada – e com o presidente Mursi, na mesma semana, comparecendo ante um tribunal no Cairo, que o acusa de crimes para os quais a lei egípcia prevê a pena de morte – encerra-se com violência um importante capítulo da história do movimento islâmico sunita.
A visita do presidente do cipriota Nicos Anastasyades ao Cairo suscitou uma grande onda de discussão sobre a importação egípcia de gás israelense através do Chipre. A causa da confusão foi a contradição entre as declarações feitas à imprensa, na sexta-feira (13), pelo primeiro-ministro interino do Egito, Hazem Beblawi, e as do Ministério do Petróleo no seu gabinete. Segundo Beblawi, seu encontro com Anastasyades não tocou na importação de gás israelense via Chipre.
O ministro de Defesa egípcio, general Abdel Fattah El Sisi, recebeu nesta quinta-feira o chefe do Comando Central dos Estados Unidos, general Lloyd Austin, informaram fontes oficiais.
O ministro de Relações Exteriores do Egito, Nabil Fahmi, e o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, mantiveram uma conversa telefônica neste domingo (8), segundo fontes diplomáticas egípcias, para abordar os últimos acontecimentos regionais e a situação do país norte-africano. No mesmo dia, 155 manifestantes foram absolvidos das acusações ligadas aos seus protestos, enquanto a polícia reprimia outra grande manifestação dos estudantes da Universidade de Al-Azhar, contrários ao julgamento.