O advogado Cristiano Martins, um dos defensores de Lula nos processos da Lava Jato e outras investigações, rebateu um artigo publicado por Deltan Dallagnol e Orlando Martelo, na Folha deste domingo (30), no qual os procuradores afirmam que o ex-presidente lança mão de ataques à força-tarefa e ao juiz Sergio Moro porque não tem uma defesa plausível para as acusações de ter sido beneficiado pelo esquema de corrupção na Petrobras.
Defesa também quis juntar aos autos informações sobre 84 missões empresariais de Lula em dois mandatos presidenciais, para atestar que o petista não agia em benefício exclusivo da Odebrecht. Moro disse, contudo, que as missões são "irrelevantes" para o processo.
“A tradição dos oprimidos nos ensina que o estado de exceção em que vivemos é na verdade regra geral. Precisamos construir um conceito de história que corresponda a essa verdade.” (Walter Benjamin)
Por Lindbergh Farias*
O ministro Teori Zavascki determinou a suspensão da Operação Métis, da Polícia Federal (PF), e seu imediato envio ao Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão é liminar (provisória) e é uma resposta a um pedido de anulação da operação apresentado pelo policial legislativo Antônio Tavares dos Santos Neto.
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o relator da Operação Lava Jato, Teori Zavascki, recusou uma delação premiada. Teori devolveu à Procuradoria Geral da República (PGR), o acordo judicial com ex-deputado Pedro Corrêa, ex-presidente do PP. A redução de pena fora aprovada, anteriormente, por Sérgio Moro, titular da Justiça Federal do Paraná.
A pedido da Lava Jato, a Polícia Federal analisou a evolução patrimonial de Fábio Luis Lula da Silva, filho mais velho do ex-presidente Lula, e concluiu que não há indícios de corrupção.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiu divulgar nota oficial para se manifestar sobre a ação da Polícia Federal, na manhã desta sexta-feira (21), quando foram presos quatro policiais da Polícia Legislativa acusados de estarem atrapalhando as investigações da Operação Lava Jato. Após negar que se manifestaria sobre o assunto, por meio de sua assessoria, Calheiros divulgou a nota pública junto com outra divulgada pela Direção da Casa, também assinada por ele.
As dependências da Polícia Legislativa, no subsolo do prédio do Senado, foram cercadas de jornalistas e radialistas que, após a ação da Polícia Federal, que prendeu quatro policiais legislativos acusados de estarem atrapalhando as investigações da Operação Lava Jato, buscam saber quem são os mandantes da ação. A única informação obtida é de que a Diretoria-Geral, a qual está vinculada a Polícia Legislativa, está preparando uma nota oficial sobre o assunto que ainda não foi divulgada.
O Senado amanheceu o dia desta sexta-feira (21) cercado de carros da Polícia Federal, que deflagrou a Operação Métis, para investigar membros da Polícia Legislativa que estariam atrapalhando as investigações da Operação Lava Jato. Foram presos o diretor da Polícia Legislativa, homem de confiança do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), e outros três policiais.
Na trama de "Alice no País das Maravilhas", a Rainha de Copas, num de seus surtos de cólera, condena Alice à decapitação. É então constituído um improvável tribunal do júri, durante o qual testemunhos são descartados e nenhuma evidência é citada. Ainda assim, seu presidente conclama os jurados a proferir sua decisão. "Não!", ordena a rainha. "Primeiro a sentença, depois o veredito."
Por Paulo Teixeira*
“Questionamento a decisões de juízes fazem parte da democracia e são saudáveis, mas nesse caso, chegou-se a uma ruptura prejudicial à própria ideia de Justiça. E grande parte da responsabilidade recai sobre os métodos excessivos, porém de ‘boa-fé’, praticado por Moro e procuradores”.
Por *Plínio Bortolotti