Com 30 mil desaparecidos e 814 centros clandestinos, país construiu referência em memória e justiça, mas governo Milei promove revisionismo histórico
Centrais Sindicais confirmam apoio institucional e mobilizam trabalhadores para o ato contra discurso e políticas de Milei
Governo argentino decretou três dias de luto nacional
Uma das fundadoras do movimento das Mães da Praça de Maio, na Argentina, Nora Cortiñas, afirmou que o povo argentino já derrotou uma ditadura militar e não vai recuar diante dos retrocesso do governo de Maurício Macri.
Devido às medidas neoliberais de Maurício Macri, a Associação Mães da Praça de Maio retoma nesta sexta-feira (26) as tradicionais “marchas da resistência”. Estas manifestações costumam durar mais de 24 horas.
As Mães da Praça de Maio, associação que reúne mães e familiares de desaparecidos da ditadura militar argentina (1976-1983), realizaram sua 2.000ª marcha semanal na praça de Buenos Aires que lhes dá nome.
A líder das Mães da Praça de Maio, símbolo da luta contra a ditadura argentina precisou resistir, uma vez mais, aos 87 anos. O jui Martinez de Giorgi emitiu um mandado de prisão contra a dirigente de esquerda, e ela prontamente se recusou a atender. “Se quiser, que venham me buscar”. Um mar de gente a apoiou e o governo recuou.
A perseguição contra líderes de esquerda ganha novo impulso na Argentina de Maurício Macri. No marco de 200 dias de detenção injustificada da dirigente indígena Milagro Sala, o juiz Marcelo Martínez de Giorgi ordenou a prisão da presidenta da organização das Mães da Praça de Maio, Hebe de Bonafini.
A Associação Mães de Praça Maio comemorou o 37º aniversário da primeira reunião feita neste histórico lugar em Buenos Aires, na Argentina. Na ocasião elas reclamavam o aparecimento – com vida ou não – de seus filhos e filhas desaparecidos durante a ditadura militar no país.
Morreu hoje (10) em Itapecerica da Serra (SP) a doméstica Maria da Conceição Ferreira Alves, uma das integrantes do movimento Mães de Maio, mulheres cujos filhos foram assinados por policiais militares em São Paulo e que buscam justiça. Ela tinha 54 anos e lutava contra um câncer.
As Avós da Praça de Maio, organização dedicada à investigação do paradeiro de militantes de esquerda e 500 crianças sequestradas pela ditadura cívico-militar argentina, anunciaram nesta terça-feira (06) que recuperaram a identidade do neto de número 109. A organização irá divulgar detalhes sobre a descoberta nesta quarta-feira (07), na sede das Avós, em Buenos Aires.
A titular das Mães da Praça de Maio, Hebe de Bonafini, afirmou que, após a morte do ditador e genocida argentino, Jorge Rafael Videla, que faleceu na sexta-feira (17), esteve “sufocada com dor, angústia, raiva e tristeza” e “não tinha forças para falar”, mas em seguida sentiu uma explosão no coração e pensou: “Que sorte que tivemos filhos tão valentes!”. Hebe também denunciou os que apoiaram a última ditadura e “hoje rasgam as vestimentas” e “chamam Videla de genocida ou ditador”.