Pelo menos 36 pessoas morreram desde esta quinta-feira em uma onda de violência armada que está sendo registrada na cidade de Karachi, a capital financeira do Paquistão, informou nesta sexta-feira (8) à Agência Efe uma fonte da Polícia.
Antes do encontro dos chanceleres, no final de julho, dois grupos de trabalho, um da Índia e outro do Paquistão, debaterão separadamente o conflito de mais de meio século em torno da Caxemira e apontarão medidas para controle e segurança de seu armamento nuclear. O acordo foi divulgado nesta quinta (7) por jornais locais, segundo os quais, as comissões vão formular propostas de aproximação de interesses e fomentar a confiança entre as nações vizinhas e rivais.
Quase em direta proporção com a queda a pique dos laços de Washington com os seus aliados de Cabul e Islamabad, o Irã intensificou a sua atividade política e diplomática sobre o problema do Afeganistão e a situação regional. Teerã considera que as relações dos EUA com os governos afegão e paquistanês sofreram um sério revés e que é pouco provável que haja uma rápida recuperação.
Por M K Bhadrakumar*, em odiario.info
Três pessoas morreram e cinco ficaram feridas quando um avião teleguiado estadunidense bombardeou um suposto esconderijo da Al Qaeda, na região paquistanesa de Waziristão do Norte.
O Paquistão apareceu em 12º lugar numa lista de estados fracassados em todo o mundo, segundo novo relatório preparado pelo Fund for Peace, ONG de pesquisa e educação que trabalha para prevenir conflitos violentos e promover segurança sustentável em todo o mundo.
Por Malik Ayub Sumbal, no Asia Times Online
Irrompeu uma guerra entre a CIA e o ISI, serviço secreto do Paquistão. A CIA disparou o primeiro tiro, ao plantar no New York Times uma matéria “exclusiva” (14 de junho), segundo a qual o ISI identificou e capturou os informantes que deram à CIA a localização da casa de Osama bin Laden em Abbottabad.
Por M K Bhadrakumar, no Indian Punchline
Um ataque com avião não-tripulado dos Estados Unidos matou nesta quarta-feira (8) ao menos oito pessoas na região do Waziristão, reduto do grupo islâmico Talibã no Paquistão. O número de mortes pode ser maior e a emissora de TV paquistanesa Express fala em ao menos 19 vítimas, todas supostos militantes do Talibã.
A secretária americana de Estado, Hillary Clinton, chegou nesta sexta-feira à Islamabad para uma visita surpresa ao Paquistão, no momento em que a relação bilateral está abalada pela operação de comandos dos Estados Unidos para matar Osama bin Laden no território paquistanês.
O assassinato de Obama bin Laden por um comando norte-americano no Paquistão levou muitos setores sociais deste país a cobrar do governo que não aceite assistência estrangeira e supere sua condição de “mercenário de Washington”.
Por Zofeen Ebrahim , na agência IPS
Soldados paquistaneses e a tripulação de um helicóptero da Otan, que invadiu o território do Paquistão, trocaram tiros na última terça-feira (17). No conflito, dois soldados morreram e outros cinco ficaram feridos, segundo autoridades locais. A aeronave da Otan retornou acompanhada de helicópteros antes de atirar contra um posto militar no norte do Waziristão.
A defesa que o primeiro-ministro do Paquistão, Yousaf Raza Gilani, fez dos serviços de inteligência de seu país (ISI) diante das acusações de ter protegido Osama bin Laden foi mais débil do que muitos esperavam.
Por Ashfaq Yusufzai, na agência IPS
Se a Al-Qaeda, como muitos estudos indicam, não constitui uma organização extensa e nem mesmo possui vínculos diretos com grupos islâmicos ao redor do mundo; se a Al-Qaeda, ao que tudo indica, está mesmo enfraquecida, por que a morte de Bin Laden ainda reverbera, fazendo com que grupos, como o Talibã, possuam ainda mais motivações em sua luta? O caso do Talibã é fundamental para compreendermos isto.
Por Reginaldo Nasser e Marina Mattar Nasser, em Carta Maior