É um grande clássico desde a guerra do Vietnã: os países que servem de base aos rebeldes tornam-se alvos e suportam as conseqüências do conflito que acontece no país vizinho. Este é o caso do Paquistão, atualmente. Desde o começo de setembro as autoridades paquistanesas contabilizaram 24 ataques aéreos em seu território, causando mais de 140 mortes (90% de civis, segundo a imprensa paquistanesa).
Homens armados não identificados atacaram nesta quarta-feira (6) um comboio de caminhões-tanque, que carregavam combustível para as tropas das forças lideradas pelos EUA que ocupam o vizinho Afeganistão, pela segunda vez no mesmo dia.
Oito cidadãos alemães e três paquistaneses morreram nesta segunda-feira (04) em um ataque com aviões não tripulados norte-americanos, na região paquistanesa do Waziristão do Norte, na fronteira com o Afeganistão. O ataque, que atingiu uma mesquita na localidade de Mirali, ocorreu um dia depois que os EUA e a Grã-Bretanha alertaram para um suposto aumento no risco de atentados terroristas na Europa.
Pelo segundo dia consecutivo aviões sem piloto (drones) dos Estados Unidos bombardearam nesta quarta-feira (15) zonas residenciais do distrito tribal do Waziristão do Norte e causaram ao menos 14 mortos e dezenas de feridos.
Ao menos nove pessoas morreram hoje na região tribal de Waziristán del Norte, no noroeste do Paquistão, em um ataque com mísseis perpetrado por un avião não tripulado dos Estados Unidos contra una casa ocupada por supostos insurgentes islâmicos.
Ao menos 10 pessoas morreram em decorrência dos bombardeios perpetrados hoje por aviões não tripulados dos Estados Unidos contra supostas posições de insurgentes islâmicos no noroeste do Paquistão.
O total de mortes provocadas pelas enchentes no Paquistão nas duas últimas semanas é menor do que o número de vítimas mortais provocadas pelos três últimos desastres naturais registados — o tsunami da Índia e os terremotos no estado de Caxemira e no Haiti. Contudo, segundo a ONU, as enchentes que já afetaram 20 milhões e mataram 2 mil paquistaneses se configuram em uma catástrofe pior do que as últimas três combinadas — que, no total, atingiram 11 milhões de pessoas.
As colheitas estão perdidas em várias zonas alagadas pelas monções e mais de 13 milhões de pessoas correm risco de fome se não houver uma resposta imediata da ajuda internacional ao Paquistão.
O presidente do Paquistão, Asif Alí Zardari, admitiu que a missão no Afeganistão comandada pelo Pacto Militar do Atlântico Norte (Otan) está perdendo a guerra contra a resistência Talibã.
Pelo menos 102 pessoas morreram no atentado suicida ocorrido, nesta sexta-feira (9), num mercado do noroeste do Paquistão. Este foi o ataque mais sangrento em oito meses no país, segundo um balanço anunciado neste sábado (10) por autoridades locais.
Uma comissão de investigação da Organização das Nações Unidas descobriu que o governo paquistanês não protegeu a ex-primeira ministra do Paquistão, Benazir Bhutto, antes de seu assassinato em 2007, e depois não investigou devidamente sua morte.
É muito desconhecida a guerra que os EUA levaram ao Paquistão e a barbárie que a acompanha. Alí, “nas áreas tribais, os drones – aviões-robô armados não tripulados – dominam tudo. Mês passado, só numa noite, mataram 14 homens em Datta Khel, no norte do Waziristão. Os drones voam em grupo, e quatro ou cinco deles sobrevoaram a vila; cada um deles lançou um míssil contra um caminhão; que foi partido ao meio e seus seis homens despedaçados" conta Robert Fisk, no jornal britânico The Independent.