A lei de Aliança Público Privada, proposta pelo presidente Horácio Cartes, foi aprovada pelo senado paraguaio na noite de segunda-feira (28). Mais de cem mil pessoas foram às ruas no Paraguai tentar impedir a aprovação da lei que amplia as políticas neoliberais implantadas no país.
Mariana Serafini* de Ciudad Del Este, especial para o Portal Vermelho
Realiza-se nesta segunda-feira (28) a Jornada Nacional de Mobilização e Protesto no Paraguai. Documento lançado pela Frente Guasu assinala que os projetos de leis para legitimar o programa neoliberal do presidente Horácio Cartes resultaram na aglutinação de grande parte do mundo social e político do Paraguai, constituindo uma grande força social disposta a mobilizar-se para preservar a soberania nacional, hoje severamente ameaçada por uma política antipopular.
Os sindicatos dos trabalhadores do setor público paraguaio anunciaram, nesta quarta-feira (23), uma mobilização contra a Lei de Responsabilidade Fiscal que, segundo denunciam, viola os contratos coletivos.
Partidos de esquerda e organizações sociais no Paraguai fazem um chamado urgente para que o país evite outro massacre no campo tal como o ocorrido em julho de 2012 em Curuguaty, que deixou um saldo de 17 mortos e foi usado politicamente para sustentar o golpe parlamentar que destituiu o ex-presidente Fernando Lugo.
Os trabalhadores do setor elétrico paraguaio anunciaram que resistirão aos planos do governo de privatizar a produção energética junto com outras empresas estatais.
Em virtude de uma queixa registrada por um juiz, a Argentina pediu ao Paraguai que informe a eventual abertura de processos penais por crimes contra a humanidade dos responsáveis identificados na ditadura de Alfredo Stroessner.
O presidente paraguaio, Horacio Cartes, vetou na quarta-feira (16)o acordo parlamentar que estabelecia um imposto de 20% à exportação de grãos em estado natural. Mediante decreto, Cartes anulou o projeto de lei aprovado pelo Congresso, que era bombardeado pelos grandes agroexportadores e reivindicado por organizações camponesas e populares. Com o veto o projeto foi devolvido ao Congresso.
Organizações internacionais afirmaram nesta terça-feira (15) que o Paraguai é o país sul-americano que mais retrocedeu na luta contra a fome durante os últimos anos. A informação divulgada na capital, Assunção, mostra os resultados de uma investigação realizada em forma conjunta pelo estadunidense Instituto Internacional de Investigação sobre Políticas Alimentícias e a ONG Concern Worldwide, irlandesa e a Welthungerhilfe, alemã.
A nomeação de embaixadores se constitui no próximo passo no caminho da já evidente normalização das relações entre Paraguai e Venezuela, segundo asseguraram a Prensa Latina fontes diplomáticas paraguaias.
O Mecanismo Nacional de Prevenção da Totura (MNP), instituição paraguaia responsável por prevenir e realizar recomendações com relação à tortura e aos maus-tratos, apresentou um relatório sobre as condições gerais dos presos de Tacumbu, maior centro de reclusão do país e no qual vivem cerca de 4 mil presos, que representam 46% da população penal do país. O documento denuncia que o Estado não cumpre com a obrigação de zelar por uma melhor qualidade de vida das pessoas que estão sob sua custódia.
Por nascimento, a relação com o Paraguai sempre foi forte em minha vida, uma relação familiar e também de fronteira entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este. Desde nova o fascínio pela cultura, língua e povo sempre me moveram, nas manhãs em família com reviro e mate cozido, nas tardes de cine no canal paraguaio e as noites de história sobre a família, tudo sempre me aproximou deste país que tanto amo, algo muito forte, uma relação de Pátria Grande.
Por Maiara Oliveira*, especial para o Chipa e Café
Durante audiência preliminar realizada na manhã de quarta-feira (9) a juíza Janine Ríos mandou a julgamento público e oral 12 presos políticos do Massacre de Curuguaty, ocorrido em 15 de junho de 2012. Três foram liberados pelo Ministério Público e não passarão por este processo. Um dos líderes camponês, Rubens Villalba, afirmou que eles já haviam sido condenados antes mesmo de a audiência pública acontecer.
Por Mariana Serafini, especial para o Vermelho