O Partido Comunista Paraguaio (PCP) afirmou nesta segunda-feira (31) que o país chega em 2013 ensombrecido pelo golpe de Estado parlamentar de junho passado e com o agravamento da crise e da pobreza.
Uma multidão, com forte presença camponesa, realizou neste domingo (30) uma manifestação sob a direção da Frente Guasú, coalizão de partidos e organizações sociais.
Governo de Federico Franco assina primeiro acordo público com a multinacional Rio Tinto Alcán e desperta protestos populares na semana que termina neste país.
Mesmo sem o consentimento do governo do presidente Federico Franco, a Justiça eleitoral do Paraguai aceitou a chegada de uma missão de observadores da União das Nações Sul-americanas (Unasul) para as eleições presidenciais de abril de 2013. O anúncio foi feito nesta quarta-feira um porta-voz do Tribunal de Justiça Eleitoral (TSJE).
Enfrentando a uma onda de manifestações nos diversos setores do país, o governo paraguaio se prepara para assinar nesta sexta-feira um primeiro acordo para a instalação em seu território da multinacional Rio Tinto Alcán.
Policiais antimotim entraram em confronto nesta terça-feira com centenas de trabalhadores rurais que protestam no estado de Misiones em uma tentativa de obrigá-los a desocupar uma estratégica estrada, ocupada pelos camponeses contra o atraso no pagamento de subsídios.
O promotor paraguaio Jalil Rachid rejeitou as provas apresentadas por uma comissão investigadora independente e acusou oficialmente 14 camponeses por responsabilidade na sangrenta desocupação ocorrida em Curuguaty, em junho deste ano. O caso foi utilizado contra o ex-presidente Fernando Lugo no golpe de Estado que culminou em sua destituição.
O ex-presidente paraguaio, Fernando Lugo, considerou nesta quinta (13), na cidade boliviana de Cochabamba, uma possibilidade real voltar a discutar o poder em seu pais, embora tenha admitido ter os caminhos políticos fechados.
Organizações sociais paraguaias reagiram com a conclamação para a mobilização popular diante do anúncio do governo sobre o eminente acordo com a multinacional canadense Río Tinto Alcán.
O presidente da Bolívia, Evo Morales, reúne-se nesta terça-feira (11) com o ex-presidente do Paraguai Fernando Lugo. O encontro será em Villa Tunari, uma aldeia amazônica na província central de Cochabamba. As reuniões começam hoje e devem estender até amanhã (12), segundo o Ministério das Relações Exteriores da Bolívia. Em pauta, a questão política paraguaia e a América Latina.
A ameaça do Paraguai de levantar dúvidas sobre a validade do ingresso da Venezuela no Mercosul e também das negociações para a adesão da Bolívia é interpretada pelo governo do Brasil como um direito, mas sem efeitos de reversão do processo. As autoridades brasileiras baseiam-se em avaliação da AGU (Advocacia-Geral da União) que considera que eventuais questionamentos não vão alterar as decisões já tomadas pelo bloco.
O ex-candidato presidencial paraguaio Domingo Laíno denunciou, em Montevidéu (Uruguai) que franco atiradores participaram no denominado "Massacre de Curupaity", onde morreram 17 pessoas; eles criaram a cilada quen desencadeou o golpe de Estado de junho de 2012