Os professores da rede estadual de ensino da Bahia estão há duas semanas em grave. Cerca de dois mil trabalhadores permaneceram acampados no saguão da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) durante todo o fim de semana.
O reajuste do piso salarial nacional do magistério volta a ser tema de debate na próxima quarta-feira (25) entre a comissão especial da Câmara que discute o assunto e várias entidades interessadas no tema. A deputada Fátima Bezerra (PT-RN), coordenadora do grupo de trabalho suprapartidário, reafirma a disposição do colegiado em buscar uma “proposta intermediária” para corrigir o piso salarial dos professores, atualmente de R$ 1.451.
O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) informou que vai recorrer da decisão tomada, no Tribunal de Justiça, que concedeu liminar determinando que 80% dos docentes continuem trabalhando. A liminar foi julgada na sexta-feira (20). Caso descumpra, o Sinpro-DF pagará multa diária de R$ 45 mil.
A categoria teve um ganho real nos vencimentos
Os professores catarinenses entram em greve na segunda-feira (23). Cerca de 4 mil trabalhadores da educação em Santa Catarina, participaram da assembleia estadual, na tarde de terça-feira (17), que rejeitou a proposta do governo e decidiu, por unanimidade, pela paralisação.
Milhares de trabalhadores da rede pública estadual de educação da Bahia promoveram, na última quarta-feira (17), uma manifestação em frente à sede da Governadoria, localizada no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.
Em mais uma assembleia, na Praça do Buriti, professores do Distrito Federal (DF) decidiram manter a paralisação da categoria, que já dura 36 dias. Eles reivindicam reajuste de 13,83% em três parcelas, reestruturação do plano de carreira e equiparação salarial com carreiras de nível superior do governo distrital. O Governo do DF (GDF) fez contraproposta que não foi aceita pelos trabalhadores.
Professores da rede municipal de educação de São Paulo realizaram uma assembleia tumultuada no centro da capital, nesta terça-feira (10), em frente ao gabinete da prefeitura. Em greve desde o dia 2, eles foram convocados pelo Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal (Sinpeem). Segundo presentes ouvidos pelo Vermelho, a maioria votou pela manutenção da paralisação. Mas, o presidente do sindicato, Claudio Fonseca, decretou o fim do movimento grevista, o que gerou revolta.
Os professores das escolas públicas do Distrito Federal realizam nesta quarta-feira (11), às 9h, uma manifestação na Praça do Buriti para acompanhar a reunião de negociação entre representantes da categoria e o governo do DF (GDF), às 10h. O encontro foi marcado após intensa mobilização realizada ao longo de toda terça-feira (10).
Os professores da rede pública de Teresina, Belo Horizonte, São Paulo, Natal e São Luís cruzaram os braços nesta quarta-feira (4). Eles reivindicam a garantia do reajuste de 22,22% do piso salarial nacional, estipulado pelo Ministério da Educação (MEC), que aumenta o piso para R$ 1.451,00. A categoria também paralisou atividades no estado do Piauí.
A Câmara de Vereadores de Salvador aprovou na tarde desta segunda-feira (2/4) dois projetos de lei que concedem reajuste salarial aos servidores da administração direta e indireta do Executivo Municipal e aos professores do município. O aumento concedido aos servidores ativos e inativos, além de pensionistas, da Administração Pública Direta, Autárquica e Fundacional foi de 6,5%, com aplicação a partir do mês de maio.
O DCE e a Adufpi defendem que é possível, sim, realizar uma eleição formal e paritária.