O pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e do Trabalho (Cesit) e economista, Eduardo Fagnani, disse em audiência da Comissão da Reforma da Previdência que o sistema só tem "rombo" porque o governo de Michel Temer (PMDB) não considera o que ele chama de "contribuição do governo" para o sistema.
Enquanto as ruas eram tomadas por mais de 1 milhão de pessoas que realizaram protestos e greves contra as reformas apresentadas pelo seu governo, Michel Temer disse em discurso para uma plateia de empresários que a sociedade brasileira tem compreendido a necessidade de apoiar as medidas econômicas do atual governo.
O deputado estadual Carlos Felipe (PCdoB) fez críticas, durante o primeiro expediente da sessão plenária da última quarta-feira (15), à proposta de Reforma da Previdência, encaminhada pelo Governo Federal ao Congresso Nacional. Ele defendeu que a proposta seja repudiada pela população e pelos parlamentares da AL.
Representantes de diversas categorias fizeram protesto na tarde desta quarta-feira (15), na Candelária, no Centro do Rio, como parte da greve geral mobilizada em todo o país contra as reformas da Previdência e trabalhista, propostas pelo governo Michel Temer. De acordo com a organização, cerca de 100 mil pessoas participaram do ato. No final da manifestação, houve confronto com a Política Militar.
Mais de 30 mil pessoas foram às ruas de Juiz de Fora, em Minas Gerais, em protesto contra a reforma da Previdência defendida pelo governo do presidente ilegítimo Michel Temer. O ponto de reunião do protesto foi na Praça da Estação, a partir das 9 horas e em seguida a multidão saiu em passeata, movimentando-se pelo centro da cidade até as 15 horas.
'O golpe não foi contra a Dilma. Foi para colocar no poder alguém sem legitimidade para acabar com direitos que levaram anos para serem conquistados', afirmou Lula na avenida Paulista, em São Paulo.
De acordo com a Frente Brasil Popular, cerca de 1 milhão de pessoas participaram das manifestações e paralisações em todo o Brasil, nesta quarta (15), contra as reformas da Previdência e trabalhista propostas pelo governo de Michel Temer. Só na Avenida Paulista, em São Paulo, o ato que encerrou o dia de mobilizações reuniu cerca de 300 mil pessoas.
O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia – junto aos 27 presidentes de Seccionais, conselheiros federais e representantes das entidades signatárias da Carta Aberta sobre a Reforma da Previdência – entregou o documento nesta terça-feira (14) ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e ao presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência na Câmara, Carlos Marun (PMDB-MS).
É forte, nacional e tem grande simpatia da população o Dia Nacional de Protestos e Paralisações contra a reforma da Previdência e o ataque a direitos. Desde as 5h30, a Agência Sindical acompanha as mobilizações. Seguem relatos dos sindicalistas presentes nos atos.
No Dia Nacional de Lutas contra a Reforma da Previdência, metroferroviários de todo país estão mobilizados. Em São Paulo e Belo Horizonte os metrôs e trens permanecerão paralisados por todo o dia. Em Porto Alegre há liberação de catracas, distribuição de materiais para a população e mobilizações ao longo dia. Em Recife o metrô só funcionará nos horários de pico. A informação é da Federação nacional dos Metroviários (Fenametro).
Líder do PCdoB na Câmara, a deputada Alice Portugal participou nesta quarta-feira (15) da manifestação em Brasília contra a Reforma da Previdência (PEC 287/2016), ação que faz parte do Dia Nacional de Mobilização e Paralisação, organizado por movimentos sociais do campo e da cidade que integram as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.
De acordo com balanço da Frente Brasil Popular, que, com a Frente Povo Sem Medo, organiza as ações, mais de 440 mil trabalhadoras e trabalhadores foram às ruas nesta quarta-feira (15), em mais de 20 capitais, contra a proposta de reformas da Previdência e trabalhista.