O ano de 2016 começou em meio a fortes disputas. Está em curso um golpe contra a Democracia, que orquestrado por setores conservadores, propõe a volta ao passado e ameaça conquistas históricas da classe trabalhadora. Esse golpe ataca nossos direitos duramente conquistados e barra a continuidade das mudanças.
Por Adílson Araújo*, no Portal CTB
Quem entrou no mercado de trabalho depois de 2004 muito provavelmente desconhece o que é o desemprego estrutural ou de longa duração, esse facão que destrói vidas, sonhos e perspectivas. Por aproximadamente uma década, a geração de empregos foi resultado de uma dinâmica econômica de crescimento em um ambiente de expectativa favorável sobre o futuro.
Por Clemente Ganz Lúcio*, no Brasil Debate
O rótulo de "classe média" é sedutor numa sociedade que ainda não conseguiu se desvencilhar de sua herança escravocrata que considera o trabalho como algo inferior e indigno. É muito mais atraente identificar-se como "classe média" do que como "trabalhador". No entanto, a vida real oferece a essa classe muito mais a exploração dos trabalhadores do que o glamour da burguesia.
Por Igor Pereira*
Mais de 300 trabalhadores e dirigentes sindicais de diversas categorias com atuação na Bahia se reuniram, na manhã desta sexta-feira (26/02), na Reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, para debater “a retomada do desenvolvimento como saída para a crise”. O encontro estadual, promovido pela seção baiana da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras (CTB-BA), também contou com a participação de nomes da política e da economia.
Pnad aponta mudança no perfil dos empregados doméscitos, apesar dos ganhos e reconhecimento da categoria, jovens com maior acesso a educação buscam novas áreas profissionais.
A partir de janeiro, os 2.900 empregados demitidos do Estaleiro Ilha S.A (Eisa), na Ilha do Governador, zona norte do Rio, poderão sacar o Fundo de Garantia (FGTS) e dar entrada no seguro desemprego. O acordo foi fechado ontem (22), em audiência mediada pelo Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) com o Sindicato dos Metalúrgicos (Sindimetal-Rio) e representante da Eisa.
A afirmação é de Walfrido Jorge Warde Junior, doutor em direito comercial pela Universidade de São Paulo e assessor de grandes empresas nas bolsas de valores. Segundo ele, “o povo vai perder os milhões que chegaram através das políticas sociais”. Ele afirmou que “o encolhimento da economia terá efeito imediato no emprego e na renda”.
Segundo dados do Dieese, o Brasil possui hoje mais de 12 milhões de trabalhadores terceirizados. A informação foi apresentada nesta quinta (27) pelo procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho do Paraná (MPT-PR), Gláucio Araújo de Oliveira, no IX Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (Contratuh). E terceirização, como se sabe, costuma ser sinôniomo de precarização.
A presidenta Dilma Rousseff sancionou nesta quinta (19), sem vetos, a lei que institui o Programa de Proteção ao Emprego (PPE). O programa prevê a redução temporária da jornada de trabalho, com diminuição de até 30% do salário. Para isso, o governo arcará com 15% da redução salarial, usando recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Trabalhadores camponeses criaram, no último sábado (31), em Brasília, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais (Contar). A entidade, formada por uma comissão de trabalhadores dos estados do Mato Grosso do Sul, Pará, Goiás, Rio de Janeiro e Pernambuco, elegeu como presidente Antonio Lucas Filho, até então vice presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Goiás (Fetaeg).
A Medida Provisória (MP) 680/15, que instala o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), foi aprovada por comissão especial que trata do tema. Após manobra do relator Daniel Vilela (PMDB-GO), foi adicionado ao texto um item que prevê que a negociação em acordo coletivo prevaleça sobre a legislação trabalhista. O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) condenou os possíveis prejuízos gerados aos trabalhadores.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pode ser condenada a pagar indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 1 milhão por ter submetido atletas a condições insalubres durante jogo realizado em Teresina, em setembro.