Parada LGBT Virtual ocorre neste domingo

A 1ª Parada Virtual do Orgulho LGBT acontece neste domingo (14), mesma data da tradicional manifestação na Avenida Paulista (a 24a. edição), adiada para 29 novembro (caso haja tratamento adequado ou vacina para a covid-19, segundo organizadores).

Parada LGBT virtual de São Paulo ocorre neste domingo, 14 de junho

O evento virtual deve reunir ativistas, empresas, instituições, apoiadores, influencers, artistas para celebrar o orgulho de viver a diversidade sexual. Toda transmissão será simultânea, feita através das redes sociais da Parada LGBT de São Paulo e parceiros pelo Youtube.

O tema da 24ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo é Democracia, e o slogan: Sejamos o pesadelo dos que querem roubar a nossa Democracia. “Neste momento onde Direitos da nossa população e de todas as pessoas estão sendo ameaçados, que possamos, de algum modo, alcançar o maior número de pessoas com uma mensagem de amor, conforto, coragem e esperança em dias melhores”, diz a APOGLBT.

A manifestação ocorre sempre no feriado de Corpus Christi, com uma feira cultural na quinta-feira, premiação das melhores iniciativas contra a discriminação na sexta-feira, Caminhada Lésbica no sábado e a parada no domingo. Pela primeira vez em sua história, todas as paradas do mundo foram canceladas ou adiadas devido à pandemia.

A #ParadaSPaoVivo terá duração de oito horas, das 14h às 22h. Será transmitida simultaneamente em doze canais do Youtube e conta com a presença de criadores de conteúdo e artistas como convidados especiais. O tema dessa edição é solidariedade, já que o objetivo é arrecadar doações para o projeto Rede Parada Pela Solidariedade, que apoia uma parcela da população LGBT em situação de vulnerabilidade.

Realizada pela APOGLBT SP, a ong que organiza todos os anos a manifestação de rua, em parceria com a Dia Estúdio, a #ParadaSP Ao Vivo conta com um time incrível de apresentadores, cada um na sua casa celebrando o orgulho: Canal das BeeDiva DepressãoJean-LucaLouie PontoLoreray FoxMandy CandyNátaly Neri e Spartakus.

Este ano a Parada não será diferente e mesmo online trará atrações musicais. Entre as artistas estão Gloria Groove e Daniela Mercury.  A presença de Katy PerryMel C e Pabllo Vittar também está confirmada, já que elas  darão alguns depoimentos e enviarão mensagens de apoio ao movimento LGBTQIA+.

Veja o vídeo de lançamento da Parada Virtual no Facebook:

O Dia Mundial do Orgulho LGBT

O Dia Mundial do Orgulho LGBT é celebrado em 29 de junho, devido às rebeliões de Stonewall, ocorridas em Nova York em 1969, que deram origem ao moderno movimento de luta contra a homofobia. Naquela ocasião, devido à reação de travestis, lésbicas e gays contra o abuso policial num bar, a comunidade LGBT da cidade mudou a ação política de um movimento tímido e recuado que buscava sensibilizar a sociedade homofóbica da época de forma acuada e intelectualizada, para uma ação mais ofensiva e massiva.

No Brasil, o movimento se tornou mais presente na sociedade ainda na ditadura militar, com algumas manifestações contra a violência policial, já no final dos anos 1970. O recuo com o surgimento da aids no anos 1980 acabou servindo para aumentar a visibilidade dessa população, que, nos anos 1990, começa um movimento afirmativo de direitos, com apoio de políticos e partidos e avanços na mídia.

Em 1995 ocorre no Rio de Janeiro uma Parada LGBT por ocasião da realização da reunião da 17a. International Lesbian and Gay Association (ILGA). Em 1996 surge o primeiro candidato a vereador assumidamente gay, em São Paulo, com apoio do movimento, Elias Lilikã, assim como o primeiro evento de rua na Praça Roosevelt no dia 29 de junho, que serviu de ensaio para a 1a. Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, em 1997, que reuniu duas mil pessoas na Avenida Paulista.

Desde o ano passado, 2019, a nova geração de influenciadores digitais, os youtubers, se unem num pool de patrocinadores para acompanhar a realização da Parada durante todo o domingo, comentando e exibindo a manifestação. Neste domingo, se reúnem novamente para lembrar que a manifestação não vai à rua, mas continua viva e atual no cotidiano da comunidade LGBT brasileira.  

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